Porque o elogio de outra pessoa tem um valor que o autoelogio não tem: ele vem de alguém que viu o que fizemos e decidiu reconhecer isso. Provérbios 27:2 nos aconselha a não usar a própria boca pra nos louvar. O ponto não é esconder nossas capacidades, mas evitar a necessidade de anunciar a todos como somos bons.
Pense na diferença entre dizer “fiz este trabalho” e dizer “ninguém faz este trabalho tão bem quanto eu”. A primeira frase pode ser uma informação necessária. A segunda procura admiração. A Bíblia não proíbe que a gente fale com honestidade sobre o que fez ou sabe fazer; ela nos ensina a não transformar isso numa busca por honra.
Há também uma razão prática. Quem se coloca acima dos outros pode acabar passando vergonha. Em Provérbios 25:6-7, o conselho é não tomar por conta própria um lugar de destaque, mas deixar que o convite venha de outra pessoa. Jesus ensinou algo parecido ao falar dos convidados que escolhiam os lugares de honra numa festa (Lucas 14:7-11). É melhor receber reconhecimento do que exigir reconhecimento.
Isso não quer dizer que devemos viver esperando elogios. A aprovação das pessoas pode ser agradável, mas não é a medida mais importante do nosso valor. Paulo lembra que, no fim das contas, o que importa é a aprovação do Senhor, não a recomendação que alguém faz de si mesmo (2 Coríntios 10:18). Então podemos trabalhar bem, falar a verdade sobre nossas realizações quando for preciso e receber um elogio com gratidão quando ele vier — sem fazer da nossa própria grandeza o assunto da conversa.