Um milagre é um acontecimento extraordinário em que Deus age de um modo que não conseguimos explicar pelo curso normal das coisas. Quando Jesus alimentou uma multidão com poucos pães e peixes, por exemplo, não foi apenas algo surpreendente: aquele alimento se multiplicou de uma maneira que as pessoas não poderiam produzir por si mesmas (Marcos 6:30–44).
Mas, na Bíblia, um milagre não é só uma demonstração de poder. Ele também tem um propósito. Os milagres de Jesus ajudavam pessoas de verdade: ele curava doentes, alimentava quem tinha fome e libertava pessoas atormentadas. Ao mesmo tempo, essas ações mostravam quem ele era e davam às pessoas motivos pra ouvir sua mensagem. Por isso, a Bíblia também chama milagres de *sinais*: eles apontam pra algo além do acontecimento em si (João 20:30–31).
Deus pode agir diretamente ou por meio de alguém. Na travessia do mar Vermelho, Moisés estendeu a mão sobre o mar, mas o relato atribui a abertura das águas ao Senhor (Êxodo 14:21–22). O poder, portanto, não vinha de Moisés.
Isso não significa que toda coisa boa ou inesperada seja, necessariamente, um milagre no mesmo sentido dos relatos bíblicos. Uma recuperação surpreendente pode nos levar a agradecer a Deus, mesmo quando não sabemos exatamente como ela aconteceu. Também não precisamos achar que Deus só age quando ocorre algo fora do comum. A Bíblia ensina que ele cuida da sua criação continuamente (Mateus 6:26–30).
Então, em poucas palavras: milagre é uma ação extraordinária de Deus, pela qual ele mostra seu poder e realiza seus propósitos. Os milagres registrados na Bíblia podem trazer ajuda, libertação ou juízo. Acima de tudo, nos Evangelhos, eles nos ajudam a conhecer Jesus. E a ressurreição dele ocupa um lugar central nessa mensagem: Deus o ressuscitou, confirmando a esperança de vida anunciada por meio dele (1 Coríntios 15:3–8, 20–22).