Datã foi um israelita da tribo de Rúben que se rebelou contra Moisés durante a viagem do povo pelo deserto. Ele era filho de Eliabe e irmão de Abirão. Sua história aparece principalmente em Números 16.
A rebelião reuniu pessoas com queixas diferentes. Coré, que era levita, questionou o papel de Arão e dos sacerdotes. Já Datã e Abirão acusaram Moisés de ter tirado o povo do Egito para morrer no deserto, sem levá-lo à terra que Deus havia prometido. Quando Moisés mandou chamá-los pra conversar, os dois se recusaram a ir (Números 16:12-14).
A resposta deles mostra até que ponto a insatisfação havia chegado: chamaram o Egito de terra de abundância. Mas o Egito era justamente o lugar onde os israelitas tinham vivido como escravos. Datã e Abirão estavam tão revoltados com a situação no deserto que passaram a falar do lugar da escravidão como se tivesse sido bom pra eles.
Moisés não tentou resolver a disputa apenas afirmando que tinha autoridade. Ele disse que Deus mostraria quem havia escolhido pra se aproximar dele no serviço sacerdotal. Coré e os homens que o apoiavam levaram incensários diante do Senhor; Datã e Abirão, por sua vez, permaneceram junto às suas tendas. O relato não diz que Datã ofereceu incenso (Números 16:16-19, 25-27).
Antes do julgamento, Moisés avisou o povo pra se afastar das tendas dos rebeldes. Então a terra se abriu e engoliu Datã, Abirão e os que estavam com eles. Separadamente, um fogo consumiu os 250 homens que ofereciam incenso sem terem sido escolhidos pra isso (Números 16:31-35). É importante não entender que *todos* os familiares de Coré morreram: Números 26:11 informa que seus filhos sobreviveram.
A história de Datã não ensina que fazer perguntas a um líder seja errado. A questão é outra: ele recusou ouvir Moisés, distorceu o que havia acontecido no Egito e se juntou a uma rebelião contra a liderança que Deus havia estabelecido naquele momento. O relato mostra que Deus levou isso a sério. Também nos convida a examinar nossas queixas com honestidade, sem deixar que a frustração nos faça chamar de bom aquilo de que Deus nos libertou.