Dalila foi a mulher que entregou Sansão aos inimigos dele. Sua história aparece em Juízes 16. A Bíblia conta que Sansão se apaixonou por ela e que ela morava no vale de Soreque. Mas não diz qual era a nacionalidade de Dalila, nem conta como os dois se conheceram.
Sansão era um homem de Israel que Deus havia escolhido para lutar contra os filisteus, um povo que dominava os israelitas naquela época. Deus lhe dava uma força extraordinária, e os filisteus não conseguiam vencê-lo. Quando souberam do relacionamento de Sansão com Dalila, os líderes filisteus ofereceram dinheiro a ela para descobrir como poderiam dominá-lo (Juízes 16:4-5).
Dalila perguntou a Sansão de onde vinha sua força. Três vezes ele deu respostas falsas. Nas três, ela tentou usar a informação contra ele. Mesmo assim, Sansão continuou com ela. Depois de muita insistência, ele contou que nunca havia cortado o cabelo porque era nazireu desde antes de nascer: sua vida tinha sido dedicada a Deus de uma maneira especial (Juízes 13:5; 16:15-17).
Isso não quer dizer que o cabelo fosse mágico. O cabelo sem cortar era um sinal daquela dedicação a Deus. Quando Sansão adormeceu com a cabeça no colo de Dalila, ela chamou um homem para raspar o cabelo dele. Então os filisteus o prenderam. O relato explica o que Sansão ainda não tinha percebido: o Senhor o havia deixado. Os filisteus o cegaram e o levaram como prisioneiro (Juízes 16:18-21).
Dalila, portanto, é lembrada pela traição. Ela aceitou a proposta dos filisteus e usou a confiança de Sansão para ajudá-los a capturá-lo. Ao mesmo tempo, a história não coloca toda a responsabilidade nela: Sansão viu repetidas vezes que Dalila tentava entregá-lo e, ainda assim, revelou seu segredo. O relato mostra tanto a traição dela quanto a imprudência dele — e deixa claro que a força de Sansão dependia de Deus, não simplesmente do seu cabelo.