Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Por que a multidão pediu a crucificação de Jesus quando Pilatos queria soltá-lo?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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A razão mais direta é que os chefes dos sacerdotes convenceram a multidão reunida diante de Pilatos a pedir a libertação de Barrabás e a morte de Jesus (Marcos 15:11). Mas isso levanta outra pergunta: por que aqueles líderes queriam tanto que Jesus morresse?

Jesus havia confrontado seus ensinamentos e sua maneira de agir. Ele denunciava a hipocrisia de líderes religiosos que exigiam muito dos outros, mas não viviam de acordo com o que ensinavam (Mateus 23). Também dizia ter uma relação com Deus que eles consideravam blasfêmia (Marcos 14:61-64). Marcos conta ainda que Pilatos percebeu que os chefes dos sacerdotes tinham entregado Jesus por inveja (Marcos 15:10). Eles viam Jesus como uma ameaça e já procuravam uma forma de matá-lo.

Quando Jesus foi levado a Pilatos, porém, o governador romano não encontrou nele motivo para uma condenação à morte. Pilatos tentou soltá-lo e ofereceu à multidão uma escolha: libertar Jesus ou Barrabás, que estava preso por sua participação numa revolta e por homicídio (Marcos 15:7-15; Lucas 23:13-22). Influenciada pelos chefes dos sacerdotes, a multidão escolheu Barrabás. Quando Pilatos perguntou o que deveria fazer com Jesus, ela pediu a crucificação.

Pilatos tinha autoridade pra decidir o caso e poderia ter recusado aquele pedido. Em vez disso, cedeu à pressão. João relata que, quando Pilatos continuou tentando soltar Jesus, seus acusadores disseram que libertar alguém que se apresentava como rei seria agir contra César, o imperador romano (João 19:12). Assim, Pilatos entregou Jesus pra ser crucificado, apesar de não ter encontrado nele culpa que justificasse aquela sentença.

É natural perguntar como uma multidão podia ter recebido Jesus com alegria na entrada em Jerusalém e, poucos dias depois, outra multidão pedir sua morte. A Bíblia não diz que eram exatamente as mesmas pessoas. Jerusalém estava cheia durante a Páscoa, e os relatos não permitem saber quantos, se é que alguns, participaram dos dois momentos. Por isso, não precisamos imaginar que toda a cidade mudou de opinião de uma vez. O que os Evangelhos afirmam é que, diante de Pilatos, os chefes dos sacerdotes incitaram as pessoas que estavam ali.

Há também um sentido mais profundo na morte de Jesus, mas ele não diminui a responsabilidade de quem pediu e ordenou sua crucificação. Segundo o Novo Testamento, Jesus morreu pelos nossos pecados e depois ressuscitou (1 Coríntios 15:3-4). Ele próprio ensinou que entregaria sua vida voluntariamente (João 10:17-18). Portanto, a multidão gritou “Crucifique-o!” porque foi influenciada por líderes decididos a eliminar Jesus; Pilatos cedeu à pressão; e Deus, sem aprovar a injustiça cometida, usou a morte de Cristo pra realizar a salvação que havia prometido.