*Christotokos* é uma palavra grega que significa “aquela que deu à luz Cristo”. É um título usado pra falar de Maria, mãe de Jesus. Nesse sentido, o título está correto: Maria deu à luz Jesus Cristo. A questão é o que alguém quer dizer ao escolher esse título.
Jesus não começou a existir quando foi concebido no ventre de Maria. João 1:1,14 ensina que aquele que se tornou humano já existia antes e era Deus. Maria não deu origem à divindade de Jesus; ela deu à luz aquele que é, ao mesmo tempo, Deus e homem. Por isso, o filho que nasceu dela não era apenas um homem que mais tarde se uniu a Deus.
Essa distinção explica uma discussão antiga. No século V, cristãos debateram se Maria deveria ser chamada de *Christotokos* ou de *Theotokos*, expressão grega que significa “aquela que deu à luz Deus”. O Concílio de Éfeso, em 431, defendeu *Theotokos* pra deixar claro um ponto sobre Jesus: aquele que Maria deu à luz era verdadeiramente Deus. O título não queria dizer que Maria criou Deus ou que existia antes dele.
Então, *Christotokos* pode ser usado corretamente, desde que “Cristo” signifique o Jesus inteiro, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O problema aparece se alguém usar a palavra pra sugerir que Maria deu à luz somente um homem, separado do Filho de Deus. Por outro lado, *Theotokos* afirma algo importante sobre quem Jesus é, mas também pode causar confusão se for entendido como se Maria fosse a origem de Deus.
No fim, os títulos só ajudam quando deixam claro o que a Bíblia ensina sobre Jesus. Maria deu à luz o Cristo — e esse Cristo já era Deus antes de se tornar humano.