Cristologia é o estudo de quem Jesus Cristo é e do que ele fez. O nome pode parecer complicado, mas as perguntas são bem diretas: Jesus era apenas um homem? Por que ele morreu? O que sua ressurreição significa pra nós?
A Bíblia apresenta Jesus como alguém que é verdadeiramente Deus e verdadeiramente humano. João diz que aquele que estava com Deus desde o princípio e era Deus se tornou humano e viveu entre nós (João 1:1, 14). Ao mesmo tempo, os Evangelhos mostram Jesus sentindo fome, cansaço e tristeza; ele também sofreu e morreu. Sua humanidade não era uma aparência, e sua divindade não deixou de existir quando ele se tornou homem. As duas pertencem à mesma pessoa: Jesus Cristo.
A cristologia também procura entender o que significa chamá-lo de Filho de Deus. Isso não quer dizer que Deus teve um filho da maneira como seres humanos têm filhos. O título fala da relação única de Jesus com o Pai. Ele não começou a existir quando nasceu de Maria: segundo João 1:1-3, já existia antes da criação. Seu nascimento foi o momento em que ele veio viver como ser humano. Mateus e Lucas relatam que isso aconteceu por ação do Espírito Santo, sem um pai humano (Mateus 1:18-25; Lucas 1:26-35).
Mas estudar Jesus não é apenas perguntar quem ele é. É também perguntar o que ele veio fazer. Jesus viveu em obediência ao Pai, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou (1 Coríntios 15:3-4). Por ser humano, pôde viver a nossa vida e morrer de verdade. Por ser o Filho de Deus, não foi simplesmente mais uma pessoa morrendo: ele veio do Pai para nos salvar. É por isso que saber quem Jesus é ajuda a entender por que podemos confiar no que ele fez.
No fim, a cristologia dá nome a uma busca muito pessoal. Quando Jesus diz que é o bom pastor que dá a vida pelas ovelhas (João 10:11), conhecer sua identidade e sua obra nos ajuda a compreender essa promessa: aquele que morreu por nós é o mesmo que vive e cuida dos seus.