Pastor Antônio Junior

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Onde o Antigo Testamento fala da vinda de Jesus?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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O Antigo Testamento não apresenta uma única passagem contando antecipadamente toda a vida de Jesus. Ele reúne promessas sobre um rei que viria da família de Davi, traria salvação ao seu povo e estabeleceria um reino justo. Há também textos sobre alguém que sofreria pelos pecados de outros. O Novo Testamento mostra por que os primeiros cristãos entenderam que essas promessas se cumpriram em Jesus.

Uma das promessas mais importantes foi feita ao rei Davi: Deus disse que estabeleceria o reino de um descendente seu (2 Samuel 7:12-16). Mais tarde, Isaías falou de um filho que governaria com justiça e paz, ligado ao trono de Davi (Isaías 9:6-7; 11:1-5). Por isso, chamar Jesus de Messias não significa apenas dizer que ele foi um grande mestre. Significa reconhecê-lo como o rei prometido por Deus. Lucas relaciona essa promessa ao nascimento de Jesus (Lucas 1:32-33).

O profeta Miqueias acrescentou um detalhe: de Belém, uma pequena cidade de Judá, sairia aquele que governaria Israel (Miqueias 5:2). Jesus nasceu em Belém, e Mateus cita essa passagem ao contar como os líderes judeus responderam à pergunta sobre onde o Messias deveria nascer (Mateus 2:1-6).

Outra passagem conhecida é Isaías 7:14, que fala do nascimento de uma criança chamada Emanuel — nome que significa “Deus conosco”. Mateus vê no nascimento de Jesus o cumprimento dessa palavra (Mateus 1:22-23). É bom saber, porém, que a mensagem de Isaías também foi dada numa situação vivida pelo povo de sua época. Assim, não precisamos ignorar aquele contexto para entender por que Mateus aplica a passagem a Jesus.

O Antigo Testamento também fala de como esse rei seria recebido. Zacarias anunciou que o rei chegaria a Jerusalém de maneira humilde, montado num jumento (Zacarias 9:9). Os Evangelhos ligam essa passagem à entrada de Jesus na cidade, pouco antes de sua morte (Mateus 21:1-9; João 12:12-15).

Mas o texto que mais diretamente ajuda a entender a morte de Jesus é Isaías 53. Ali, o servo do Senhor é rejeitado, sofre e morre, não por seus próprios pecados, mas carregando os pecados de outros. O capítulo também fala de sua morte e de sua vitória depois do sofrimento (Isaías 53:3-12). Os autores do Novo Testamento aplicam essa descrição a Jesus: sua morte não foi apenas uma injustiça cometida contra um homem inocente; foi o meio pelo qual ele levou nossos pecados (1 Pedro 2:22-25; Atos 8:32-35).

O Salmo 22 também merece atenção. Ele começa com o clamor de alguém que sofre e descreve a zombaria de seus inimigos e a divisão de suas roupas. Os relatos da crucificação de Jesus apresentam semelhanças marcantes com esse salmo (Salmo 22:1, 7-8, 18; Mateus 27:35, 39-46). Nesse caso, é mais cuidadoso dizer que a experiência descrita no salmo aponta pra Jesus do que tratar cada detalhe como uma previsão isolada.

Portanto, se você quiser começar pelas passagens principais, leia 2 Samuel 7, Isaías 9, Miqueias 5, Zacarias 9 e Isaías 53. Juntas, elas mostram a esperança de um rei descendente de Davi, ligado a Belém, que viria com humildade e salvaria seu povo por meio do próprio sofrimento. O Novo Testamento anuncia que esse rei e servo prometido é Jesus Cristo.