É quando alguém se identifica como cristão principalmente por causa da família, do lugar onde cresceu ou dos costumes que aprendeu, mas não por uma fé pessoal em Jesus Cristo. A pessoa pode gostar de ir à igreja, celebrar datas cristãs e admirar os ensinamentos de Jesus. Essas coisas podem ter valor, mas, por si só, não mostram que ela confia nele e deseja segui-lo.
Isso não quer dizer que crescer numa família cristã seja um problema. Pelo contrário, conhecer a Bíblia desde cedo pode ser uma grande bênção. A diferença está no que acontece com aquilo que a pessoa recebeu. Uma coisa é conhecer a fé cristã porque ela faz parte da sua história; outra é confiar em Cristo como Salvador e reconhecê-lo como Senhor.
A Bíblia mostra que ninguém se torna filho de Deus apenas por pertencer a uma família ou frequentar uma igreja. João 1:12-13 liga essa nova vida à fé em Cristo. Em João 3:3, Jesus fala da necessidade de nascer de novo: não basta adotar costumes religiosos; é preciso que Deus transforme a pessoa. E essa relação com Deus é possível porque Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou. Somos salvos pela graça, por meio da fé, não por boas obras ou por manter uma aparência religiosa (Efésios 2:8-9; 1 Coríntios 15:3-4).
Por isso, a diferença não é entre alguém que nunca falha e alguém que falha. Todo cristão ainda precisa se arrepender e crescer. A diferença é que a fé verdadeira não fica só no nome. Ela leva a pessoa a ouvir Jesus, reconhecer seus pecados e aprender a obedecer a ele. As boas obras não compram a salvação, mas fazem parte da vida que Deus começa a transformar (Efésios 2:10; Tiago 2:17).
Jesus fez um alerta sério sobre isso: chamá-lo de Senhor, até mesmo participar de atividades religiosas, não substitui fazer a vontade de Deus (Mateus 7:21-23). Esse ensino não nos dá licença pra decidir quem é ou não é cristão só pela aparência. Ele nos convida, antes, a examinar a nossa própria confiança: minha fé está em Jesus, ou apenas no fato de eu ter uma história e alguns hábitos cristãos?
Em resumo, o cristianismo cultural conserva uma identificação com o cristianismo. A fé cristã, no sentido apresentado pela Bíblia, vai além: é confiar em Jesus e segui-lo.