Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Como os cristãos devem tratar os refugiados?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

Página original no site

Um refugiado é alguém que precisou deixar seu país porque sua vida ou sua liberdade estava em perigo. Por trás dessa palavra há pessoas que perderam a casa, se separaram da família ou não sabem se poderão voltar. O cristão deve olhar pra elas como pessoas que precisam de ajuda, não como um problema a ser ignorado ou um grupo a ser temido.

A Bíblia dá motivos claros pra isso. Deus mandou Israel não oprimir o estrangeiro e lembrou ao povo que ele mesmo tinha vivido como estrangeiro no Egito (Êxodo 23:9; Levítico 19:33-34). Jesus ensinou a amar o próximo (Marcos 12:31) e falou da importância de acolher o estrangeiro e socorrer quem passa necessidade (Mateus 25:35-40). Esses textos não foram escritos como leis de imigração pra todos os países, mas deixam claro como Deus quer que seu povo trate quem está vulnerável.

Há até um episódio na infância de Jesus que ajuda a entender o que significa fugir por segurança. José levou Maria e o menino Jesus ao Egito porque Herodes queria matar a criança (Mateus 2:13-15). A família deles precisou sair de casa e buscar proteção em outro lugar.

Na prática, amar refugiados começa por ouvi-los e tratá-los com dignidade. Dependendo da situação, uma igreja ou um cristão pode ajudar com alimento, moradia, aprendizado da língua, procura de trabalho e amizade. Também pode apoiar quem já faz esse trabalho e orar pelos que fugiram e pelos que ainda vivem em perigo. Ao compartilhar sua fé, deve fazer isso com respeito, sem transformar a ajuda em condição pra que alguém ouça o evangelho.

Isso não significa que todo cristão precise defender a mesma política de fronteiras. Governos têm a responsabilidade de proteger a população e podem estabelecer regras e procedimentos de segurança; Romanos 13:1-4 fala da responsabilidade das autoridades de conter o mal. Cristãos podem discordar sobre quais medidas funcionam melhor. Mas há uma diferença entre avaliar riscos reais e tratar refugiados, em geral, como suspeitos. A compaixão por quem chega e o cuidado com quem já vive no país precisam ser levados a sério.

Portanto, a Bíblia não entrega um plano pronto de imigração. Ela entrega algo indispensável pra qualquer resposta cristã: não virar o rosto pra quem fugiu do perigo. Mesmo quando há decisões difíceis sobre políticas públicas, o cristão pode escolher agir com verdade, prudência e amor — e procurar maneiras concretas de ajudar.