Sim. Buscar atendimento médico não é falta de fé. O cristão pode orar pedindo a ajuda de Deus e, ao mesmo tempo, consultar um médico, fazer exames e seguir um tratamento. Uma coisa não impede a outra.
A dúvida costuma surgir por causa do rei Asa. A Bíblia diz que, quando ele ficou gravemente doente, procurou médicos, mas não buscou o Senhor (2 Crônicas 16:12). O problema não era ter procurado ajuda médica. Era ter deixado Deus de lado. Esse episódio faz parte de um período em que Asa também havia deixado de confiar no Senhor em outras decisões (2 Crônicas 16:7-10). O texto, portanto, não proíbe médicos; ele nos alerta contra viver como se não precisássemos de Deus.
O Novo Testamento também não trata a medicina como algo contrário à fé. Paulo chama Lucas de médico (Colossenses 4:14). E, quando Timóteo tinha problemas frequentes de saúde, Paulo lhe recomendou uma medida prática pra cuidar do estômago (1 Timóteo 5:23). A Bíblia não diz que todo tratamento vai funcionar, mas tampouco ensina que usar recursos disponíveis seja errado.
É verdade que os médicos têm limites. Uma mulher que sofria havia muitos anos procurou tratamento sem conseguir melhorar; depois, foi curada por Jesus (Marcos 5:25-34). A história mostra que Jesus podia fazer por ela o que ninguém tinha conseguido fazer. Não significa que ela errou ao buscar tratamento.
Então, se você está doente, pode fazer as duas coisas com tranquilidade: orar e procurar atendimento adequado. Tiago nos incentiva a orar em meio ao sofrimento e a pedir sabedoria a Deus (Tiago 5:13; 1:5). Essa sabedoria também ajuda a tomar decisões sobre exames, tratamentos e profissionais de saúde. Podemos agradecer quando um tratamento funciona e continuar confiando em Deus quando a recuperação não vem como esperamos. A nossa confiança maior está nele — e isso não nos impede de receber a ajuda que um médico pode oferecer.