“Chreaster” é uma gíria em inglês para quem costuma ir à igreja só no Natal e na Páscoa. A palavra junta *Christmas* (Natal) e *Easter* (Páscoa). Ela descreve uma frequência, não diz por que a pessoa vai à igreja nem o que ela crê. Por isso, é melhor usá-la com cuidado, sem transformar uma visita em motivo de julgamento.
Ir à igreja nessas datas é bom, e quem aparece depois de muito tempo deve ser bem recebido. A questão é outra: duas visitas por ano não tornam ninguém cristão — assim como ir toda semana também não salva ninguém. A Bíblia ensina que a salvação vem pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus, não pelo cumprimento de uma agenda religiosa (Efésios 2:8-9).
Ao mesmo tempo, a vida cristã não foi pensada pra ser vivida sozinho. Os primeiros cristãos se reuniam pra aprender, orar e cuidar uns dos outros (Atos 2:42). Hebreus 10:24-25 incentiva os cristãos a não deixarem de se reunir, porque precisam encorajar uns aos outros a amar e fazer o bem. É por isso que participar da igreja regularmente importa: não pra ganhar a salvação, mas pra crescer na fé junto com outras pessoas.
Então, se alguém vai só no Natal e na Páscoa, não dá pra concluir, apenas por isso, que não conhece Jesus. Pode haver motivos que não conhecemos. Mas, se a pessoa acha que essas visitas são suficientes pra estar bem com Deus, precisa entender o ponto principal: Deus nos chama a confiar em Cristo, não a contar quantas vezes fomos à igreja. E quem confia nele é convidado a caminhar com outros cristãos, não apenas a aparecer em duas celebrações do ano.