Sim. Se a contribuição é exigida por lei, o cristão deve pagá-la. E, se tem direito a um benefício, pode recebê-lo. A Bíblia não proíbe participar de um sistema público de aposentadoria. Também não exige que a pessoa peça um benefício ao qual tem direito.
A contribuição obrigatória pode causar dúvidas quando alguém discorda de como o governo administra o dinheiro. Mas discordar do sistema não é, por si só, motivo bíblico pra deixar de pagar. Jesus ensinou que se deve pagar o que é devido ao governo (Mateus 22:15-22). Paulo também orientou os cristãos a cumprir suas obrigações com as autoridades, incluindo o pagamento de impostos (Romanos 13:1-7). Essas passagens não dizem que toda cobrança é justa ou que todo governo usa bem os recursos. Elas mostram que uma opinião contrária à cobrança não nos dá liberdade pra ignorar a lei.
Isso não impede o cristão de defender mudanças. Ele pode questionar o valor das contribuições, a maneira como os benefícios são calculados ou a forma como o dinheiro é administrado. Onde houver meios legais, pode usar esses meios pra buscar uma mudança. Enquanto a contribuição for obrigatória pra ele, porém, deve pagá-la.
Receber um benefício é outra questão. Quem cumpre os requisitos legais pode recebê-lo sem culpa. Não há contradição em pagar o que a lei exige e, mais tarde, usar um benefício que a mesma lei oferece. Isso não significa aprovar tudo o que o governo faz.
Se alguém preferir não pedir um benefício por uma convicção pessoal, também pode tomar essa decisão. O importante é não transformar essa escolha numa regra bíblica pra todos. E, ao decidir como usar o dinheiro que recebe, o cristão pode considerar suas necessidades, as responsabilidades que tem com a família e as oportunidades de ajudar outras pessoas (1 Timóteo 5:8; Efésios 4:28).
Em resumo: pague as contribuições que a lei exige; receber os benefícios a que você tem direito é permitido, mas não obrigatório.