Sim, um cristão pode amar seu país, querer o bem das pessoas que vivem nele e contribuir pra torná-lo um lugar mais justo. O cuidado está em não colocar a nação acima de Deus. Amar o país não é o mesmo que concordar com tudo o que seu governo faz.
A Bíblia orienta os cristãos a respeitar as autoridades, cumprir suas obrigações e pagar impostos (Romanos 13:1-7). Também ensina a orar por quem governa (1 Timóteo 2:1-4). Isso vale mesmo quando não gostamos dos governantes. Respeitar a autoridade deles, porém, não significa aprovar toda decisão que tomam.
Existe um limite claro: quando uma autoridade exige algo contrário à vontade de Deus, a obediência a Deus vem primeiro. Foi assim que os apóstolos responderam quando foram proibidos de falar sobre Jesus (Atos 5:29). Portanto, ser um bom cidadão não exige aceitar uma injustiça em silêncio nem tratar os interesses do país como se fossem sempre corretos.
Também é importante lembrar que o amor cristão não para na fronteira. A visão de Apocalipse 7:9 reúne diante de Deus pessoas de todos os povos. Um cristão pode se alegrar com coisas boas do seu país sem achar que seu povo vale mais do que os outros. E, se vive sob um governo opressor, não precisa fingir que ama esse governo pra buscar o bem do país e orar por seus líderes.
Então, a resposta depende do que se entende por patriotismo. Amar seu país e procurar fazer o bem nele é compatível com a fé cristã. Já defender a nação a qualquer custo, mesmo contra o que Deus ensina, não é.