Crer em Deus começa com reconhecer que ele existe, mas não termina aí. Uma pessoa pode acreditar que Deus é real e, ainda assim, viver sem confiar nele. A Bíblia faz uma distinção importante: até os demônios sabem que Deus existe, mas isso não significa que tenham fé nele (Tiago 2:19).
Crer em Deus, no sentido bíblico, é confiar em quem ele é e no que ele diz. Hebreus 11:6 fala de pessoas que se aproximam de Deus porque creem que ele existe e que vale a pena buscá-lo. Não se trata apenas de aceitar uma informação sobre Deus, mas de recorrer a ele com confiança.
Essa confiança também muda a maneira de viver. Se alguém diz que confia em Deus, mas ignora continuamente o que ele ensina, há uma diferença entre suas palavras e suas atitudes. Tiago chama de morta a fé que não se expressa em ações (Tiago 2:17, 26). Isso não quer dizer que boas obras comprem o favor de Deus. Quer dizer que a confiança verdadeira não fica só no discurso: ela começa a aparecer nas escolhas da pessoa, mesmo que ela ainda tenha falhas e precise crescer.
Mas confiar em Deus não é simplesmente ter uma ideia própria sobre como ele deve ser. Podemos, por exemplo, gostar de pensar em seu amor e deixar de lado tudo o que a Bíblia diz sobre sua santidade e justiça. Pra conhecer Deus, precisamos prestar atenção em como ele se apresenta nas Escrituras, em vez de escolher apenas as partes que nos agradam.
E, segundo o Novo Testamento, é em Jesus Cristo que Deus se revela de maneira decisiva. Jesus mostrou como é o Pai; por isso, crer em Deus não pode ser separado de crer em Jesus (Hebreus 1:1–3; João 14:9). O próprio Jesus ensinou que é por meio dele que nos aproximamos do Pai (João 14:6).
Então, a resposta é esta: crer em Deus é mais do que admitir que ele existe, e também mais do que praticar uma religião. É confiar no Deus que se revelou na Bíblia, aproximar-se dele por meio de Jesus e deixar que essa confiança transforme, aos poucos, a maneira de viver.