A Bíblia não descreve a aparência nem a composição desse corpo. Ela diz, porém, algo importante: os que forem condenados também ressuscitarão. Portanto, o julgamento final não será apenas uma experiência da alma separada do corpo.
Jesus disse que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão sua voz e sairão: uns ressuscitarão pra vida, outros pra condenação (João 5:28-29). Daniel 12:2 também fala desses dois destinos. E Jesus advertiu que o juízo de Deus diz respeito tanto à alma quanto ao corpo (Mateus 10:28). Essas passagens sustentam a ideia de que os condenados terão corpo depois da ressurreição, mas não explicam como esse corpo será.
É importante não confundir esse momento futuro com a história do rico e de Lázaro, em Lucas 16:19-31. Ali, o rico sente sofrimento, fala e pede alívio pra sua língua. Mas a história não serve pra descrever a anatomia de alguém depois da ressurreição. Jesus usa essa cena pra mostrar a seriedade do destino após a morte, não pra explicar de que matéria será feito um corpo ressuscitado.
Também não dá pra concluir, a partir do que a Bíblia diz sobre os salvos, que os condenados receberão o mesmo tipo de corpo. Paulo fala do corpo glorioso dos que pertencem a Cristo (1 Coríntios 15:42-49; Filipenses 3:20-21). A Bíblia não faz uma descrição equivalente do corpo dos condenados. Por isso, seria especulação dizer como ele suportará o castigo ou imaginar um processo de queima e regeneração.
Então, a resposta mais fiel é esta: haverá ressurreição também pra quem for condenado, mas a Bíblia não revela os detalhes físicos desse corpo. O ponto principal das passagens não é satisfazer nossa curiosidade sobre sua aparência. É nos levar a levar o julgamento a sério e a confiar em Jesus Cristo, por meio de quem podemos ser reconciliados com Deus (Romanos 5:8-10).