Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

O que era o cordeiro da Páscoa, e por que Jesus é chamado de nosso Cordeiro Pascal?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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O cordeiro da Páscoa era o animal que cada família israelita devia preparar na noite em que Deus libertou seu povo da escravidão no Egito. Jesus é chamado de nosso Cordeiro Pascal porque sua morte faz por nós algo ainda maior: por meio dele, podemos receber o perdão de Deus e ser libertos do pecado.

A primeira Páscoa aconteceu antes de os israelitas saírem do Egito. Deus havia anunciado que, naquela noite, os primogênitos morreriam. Mas deu às famílias de Israel uma instrução: cada uma devia escolher um cordeiro sem defeito, abatê-lo e colocar um pouco do seu sangue nas laterais e na parte de cima da porta. Depois, a família comeria o cordeiro, pronta pra partir. Quando o juízo chegasse, as casas marcadas com o sangue seriam poupadas (Êxodo 12:3-13, 21-23).

O sangue na porta não tinha algum poder por si só. Ele mostrava que aquela família havia seguido a orientação que Deus deu pra protegê-la. A Páscoa passou, então, a lembrar duas coisas que aconteceram naquela noite: Deus poupou os israelitas e os tirou da escravidão (Êxodo 12:14, 26-27).

É com essa história em mente que Paulo escreve que Cristo é o nosso Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5:7). O cordeiro daquela noite morreu, e as famílias protegidas por seu sangue foram poupadas do juízo. Jesus também morreu em favor de outros. A diferença é que ele não veio apenas pra livrar pessoas de uma noite de juízo ou da escravidão no Egito. Sua morte nos oferece perdão diante de Deus e libertação do pecado (Romanos 3:23-26; 6:22-23).

Há outro detalhe importante: o cordeiro da Páscoa devia ser sem defeito (Êxodo 12:5). Ao falar de Jesus, Pedro usa essa mesma imagem, apresentando-o como um cordeiro sem defeito nem mancha (1 Pedro 1:18-19). Isso não quer dizer apenas que Jesus era uma pessoa boa. A Bíblia diz que ele não pecou (Hebreus 4:15). Por isso, sua morte não foi um pagamento pelos próprios pecados: ele se entregou por nós.

Isso não significa que o sacrifício de um animal e a morte de Jesus sejam iguais em tudo. A primeira Páscoa foi um acontecimento real na história de Israel. Ao mesmo tempo, ela nos ajuda a entender a obra de Cristo: assim como Deus deu aos israelitas um meio de serem poupados naquela noite, ele nos oferece, por meio de Jesus, salvação do juízo que o pecado merece. E, enquanto a Páscoa lembrava a saída do Egito, a ceia do Senhor leva os cristãos a lembrar a morte de Jesus e a anunciar o que ela significa até que ele volte (1 Coríntios 11:23-26).

Por isso Jesus é o nosso Cordeiro Pascal. Nele, Deus não apenas nos dá uma lembrança de libertação passada. Ele nos oferece perdão e uma nova vida.