Jesus disse isso porque uma briga não resolvida pode causar ainda mais dano. Em Mateus 5:25-26, ele descreve duas pessoas a caminho do tribunal: uma delas tem uma queixa contra a outra. Antes que o caso chegue ao juiz, ainda há tempo pra conversar e buscar um acordo. Depois, a decisão já não estará nas mãos delas, e as consequências podem ser graves.
Mas Jesus não estava apenas dando um conselho pra evitar um processo. Ele estava falando sobre a maneira como tratamos as pessoas. Pouco antes, em Mateus 5:21-22, ele ensina que não basta evitar o assassinato; a ira e as ofensas também precisam ser levadas a sério. Em seguida, diz que, se alguém se lembrar de que outra pessoa tem algo contra ele, deve procurar a reconciliação, sem deixar o problema pra depois (Mateus 5:23-24).
É nesse contexto que vem o conselho sobre o adversário. A ideia é: se existe uma questão que você pode resolver, não espere a briga crescer. Converse, reconheça sua parte no erro e faça o que for justo pra reparar o dano. Isso pode exigir deixar o orgulho de lado. Não adianta querer parecer correto diante de Deus enquanto se recusa a tratar com honestidade alguém que foi prejudicado por você.
Isso não significa concordar com uma acusação falsa, aceitar uma injustiça ou abrir mão de proteção quando há violência ou abuso. Fazer as pazes também não depende só de uma pessoa: você pode procurar o outro com sinceridade e ainda assim não conseguir chegar a um acordo. O ensino de Jesus é que façamos a nossa parte, com prontidão e justiça, em vez de alimentar a raiva ou adiar uma solução possível.
Então, a resposta é simples: Jesus mandou buscar um acordo rapidamente porque o tempo de resolver um conflito importa. Enquanto há oportunidade, é melhor agir com humildade e fazer o que é certo do que deixar a disputa piorar e esperar que suas consequências obriguem você a lidar com ela.