Significa que todos os que pertencem a Jesus Cristo estão unidos a ele e, por isso, também uns aos outros. No Credo, “santos” não quer dizer apenas pessoas reconhecidas por feitos extraordinários. É uma maneira bíblica de chamar aqueles que Deus separou pra si por meio de Cristo (1 Coríntios 1:2).
Essa união começa no que os cristãos têm em comum: a mesma fé em Jesus, o mesmo perdão recebido pela graça e o mesmo Espírito de Deus. Paulo diz que há um só corpo, um só Espírito, um só Senhor e uma só fé (Efésios 4:4-6). Por isso, a igreja não é só um grupo de pessoas que gosta de se reunir. É um povo unido a Cristo.
E essa comunhão aparece na vida prática. Os cristãos oram uns pelos outros, repartem o que têm, servem uns aos outros e se importam quando alguém sofre. Paulo compara a igreja a um corpo: quando uma parte sofre, as outras se importam com ela; quando uma é honrada, as outras se alegram (1 Coríntios 12:26-27).
A frase também não se limita aos cristãos vivos hoje. Quem morreu confiando em Cristo continua pertencendo a ele (Filipenses 1:23; Romanos 8:38-39). E as pessoas que ainda virão a crer participarão da mesma salvação. Isso não quer dizer que o Credo esteja mandando orar aos cristãos que morreram. A ideia é que a morte não desfaz a união que Cristo criou entre os que são dele.
A Ceia do Senhor expressa essa comunhão de um jeito especial: ao participarem dela, os cristãos lembram o que Jesus fez por eles e mostram que formam um só corpo (1 Coríntios 10:16-17). Mas a “comunhão dos santos” é maior do que a Ceia. É a vida que todos os salvos compartilham em Cristo e o cuidado que, por causa disso, devem ter uns pelos outros.