Porque seguir Jesus não é uma caminhada que precisamos fazer sozinhos. Deus nos uniu a Cristo e, por meio dele, uns aos outros. Essa união se torna visível quando convivemos, cuidamos uns dos outros e aprendemos juntos a viver o que Jesus ensinou.
Comunhão cristã é mais do que estar no mesmo lugar ou conversar depois de um culto. É compartilhar a fé e participar da vida uns dos outros. João explica que a comunhão entre os cristãos está ligada à comunhão que eles têm com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo (1 João 1:3). Por isso, ela não depende apenas de pessoas com gostos parecidos. Um cristão pode encontrar em outro alguém muito diferente dele e, ainda assim, reconhecê-lo como irmão ou irmã em Cristo.
É nessa convivência que recebemos ajuda e também aprendemos a ajudar. Quando alguém passa por uma dificuldade, não precisa enfrentá-la sem apoio. Quando alguém se afasta do que é certo, pode ser chamado de volta com amor. Quando a fé enfraquece, ouvir a Palavra de Deus junto com outros cristãos traz ânimo. A Bíblia nos orienta a encorajar uns aos outros e a nos estimular ao amor e às boas obras, sem abandonar nossas reuniões (Hebreus 10:24-25). Também nos ensina a ajudar a carregar as dificuldades uns dos outros (Gálatas 6:2).
A comunhão não é importante porque os cristãos nunca discordam ou falham. É importante também porque, ao conviver, precisamos aprender a ter paciência, perdoar e servir — coisas que Jesus nos chama a fazer (Colossenses 3:12-14). Amar os irmãos não fica só na intenção; aparece em atitudes concretas.
Isso não quer dizer que um cristão não possa ter amizades sinceras com quem não compartilha sua fé. Pode e deve tratar todas as pessoas com amor. Mas há algo próprio da comunhão cristã: poder orar juntos, aprender de Cristo juntos e ajudar uns aos outros a segui-lo. Jesus orou pela união dos seus seguidores e mostrou que essa união também ajuda o mundo a reconhecer quem ele é (João 17:20-23).
Em resumo, a comunhão cristã importa porque Deus não nos chamou apenas pra crer em Jesus individualmente. Ele nos fez parte de uma família na qual podemos receber cuidado, oferecer cuidado e crescer juntos na fé.