Ter comunhão com Deus é viver em um relacionamento verdadeiro com ele. Não é apenas acreditar que Deus existe ou conhecer histórias da Bíblia. É poder se aproximar dele como Pai, confiar nele, ouvi-lo por meio da sua Palavra e responder com oração e obediência.
Esse relacionamento começa com o que Deus fez por nós, não com o que conseguimos fazer por ele. O pecado nos afasta de Deus, mas Jesus morreu e ressuscitou pra nos reconciliar com o Pai. Por isso, a comunhão com Deus não é uma recompensa pra quem consegue ser bom o bastante. Ela é possível por meio de Jesus, quando nos arrependemos dos nossos pecados e confiamos nele (Romanos 5:10; João 14:6). O Novo Testamento fala da nossa comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo, e também da participação do Espírito Santo nesse relacionamento (1 João 1:3; 2 Coríntios 13:14).
Mas como essa comunhão aparece na vida diária? Aparece quando falamos com Deus em oração, conhecemos melhor quem ele é ao ler a Bíblia e procuramos viver de acordo com o que ele ensina. Isso não quer dizer que nunca mais vamos pecar. João escreveu sobre comunhão com Deus e, no mesmo trecho, disse que precisamos reconhecer nossos pecados e receber o perdão de Deus (1 João 1:6–9). A diferença é que quem vive em comunhão com ele não trata o pecado como se não tivesse importância. Quando erra, volta-se pra Deus em vez de esconder o erro ou justificá-lo.
Também não precisamos sentir algo especial a todo momento pra saber que essa comunhão é real. Há dias em que orar parece fácil e outros em que é difícil. Nossa segurança não está na intensidade do que sentimos, mas em Cristo, que nos abriu o caminho até o Pai. À medida que o conhecemos, aprendemos a confiar nele e a querer o que ele quer.
Em poucas palavras, comunhão com Deus é um relacionamento que Jesus tornou possível e que vivemos dia após dia. Nós nos aproximamos de Deus porque ele nos recebeu em Cristo; e, nesse relacionamento, aprendemos a ouvi-lo, falar com ele e seguir seus caminhos.