A gente não sabe muito sobre a aparência de Jesus. Os Evangelhos mostram principalmente como ele vivia e tratava os outros. E mostram alguém cheio de compaixão, próximo das pessoas e disposto a servir — mas também firme, sincero e comprometido com a vontade de Deus.
Jesus prestava atenção em quem estava sofrendo. Ao ver multidões cansadas e sem direção, sentiu compaixão delas (Mateus 9:36). Quando encontrou doentes, cuidou deles; quando uma multidão estava com fome, deu comida a ela (Mateus 14:14-21). Ele não via as pessoas apenas como ouvintes dos seus ensinamentos. Via o que elas estavam passando.
Essa atenção também aparecia nas amizades. Jesus amava Marta, Maria e Lázaro (João 11:5). Quando Lázaro morreu, ele chorou ao ver a dor de quem estava ali (João 11:33-35). Ao mesmo tempo, dedicava tempo aos discípulos: convivia com eles, ensinava e continuava a orientá-los mesmo quando demoravam a entender (João 14:9).
Mas Jesus não era gentil porque evitava assuntos difíceis. Ele falava a verdade com autoridade e confrontava o que estava errado. Quando pessoas passaram a usar o templo de um jeito que desrespeitava seu propósito, ele as expulsou dali (Lucas 19:45-46). Sua mansidão não era fraqueza. Ele sabia ser firme sem deixar de se importar com as pessoas.
Jesus também não procurava ser servido. Ele mesmo explicou que tinha vindo pra servir e dar a vida por muitos (Marcos 10:45). Isso ficou visível quando lavou os pés dos discípulos, uma tarefa normalmente deixada pra alguém de posição inferior (João 13:3-15). Pra ele, cuidar dos outros não era menos importante do que ensinar a eles.
Sua obediência a Deus foi até o fim. Na noite anterior à crucificação, Jesus expressou a angústia que sentia diante do sofrimento que viria, mas escolheu fazer a vontade do Pai (Mateus 26:36-39). A Bíblia não apresenta isso como falta de sentimento. Ele sofreu de verdade e, ainda assim, permaneceu obediente. Hebreus 4:15 diz que ele conhece as fraquezas humanas e foi tentado, mas não pecou.
Então, como Jesus era como pessoa? Ele amava de maneira concreta: acolhia, cuidava, ensinava, dizia a verdade e servia. Foi firme diante do mal e fiel a Deus mesmo quando isso lhe custou a vida. É por isso que a Bíblia convida os cristãos não só a admirar Jesus, mas a aprender com o seu modo de tratar os outros (Filipenses 2:3-8).