Jesus estava dizendo que havia muitas pessoas precisando ouvir sobre o Reino de Deus, mas poucas pessoas anunciando essa mensagem. Ele não estava falando de uma colheita de verdade. Usou uma imagem que seus discípulos conheciam: quando o campo está pronto, há trabalho a fazer e são necessários trabalhadores.
O que levou Jesus a dizer isso ajuda a entender suas palavras. Mateus conta que ele percorria cidades e povoados, ensinava e curava os doentes. Ao ver as multidões, sentiu compaixão, porque aquelas pessoas estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Foi então que disse aos discípulos que a colheita era abundante, mas os trabalhadores eram poucos (Mateus 9:35-37).
Então, a “colheita” são as pessoas, e os “trabalhadores” são aqueles que vão até elas com a mensagem de Deus. Jesus não estava dizendo que todos os que o ouviam já estavam prontos pra crer. A multidão tinha necessidades reais, e ele não queria que seus discípulos passassem por ela sem enxergá-las.
Por isso, a primeira orientação de Jesus foi: peçam ao Senhor da colheita que envie trabalhadores (Mateus 9:38). Logo depois, Mateus mostra Jesus enviando os doze discípulos pra anunciar sua mensagem e cuidar das pessoas (Mateus 10:1, 5-8). Eles deveriam orar, mas também participar daquilo pelo que estavam orando.
Essa palavra continua importante pra quem segue Jesus. Há pessoas que precisam conhecer o evangelho e ser tratadas com a mesma compaixão que ele demonstrou. Isso não significa que um cristão consiga atender a todas as necessidades, nem que deva parar de orar pela salvação de alguém. Significa que, além de orar pelas pessoas, podemos pedir a Deus que levante quem lhes anuncie a mensagem de Cristo — e estar dispostos a fazer nossa parte.