Eram aves pequenas, parecidas com perdizes, que os israelitas podiam comer. A Bíblia fala delas principalmente porque Deus as enviou como alimento ao povo durante a viagem pelo deserto, depois da saída do Egito.
Em Êxodo 16, os israelitas reclamaram da falta de comida. Deus prometeu que teriam carne à tarde e maná pela manhã. Naquela tarde, codornas apareceram e cobriram o acampamento (Êxodo 16:11-15). O maná era o alimento que Deus passaria a lhes dar regularmente; as codornas atenderam, naquela ocasião, à necessidade de carne.
Mais adiante, Números 11 conta outro episódio. Mesmo recebendo o maná, algumas pessoas começaram a desejar os alimentos que comiam no Egito e a reclamar da vida que levavam. O problema não era querer carne. Era desprezar o cuidado que Deus já lhes dava e dizer, em outras palavras, que teria sido melhor não sair do Egito (Números 11:4-6, 18-20).
Deus então fez um vento trazer uma quantidade enorme de codornas até perto do acampamento, e o povo as recolheu (Números 11:31-32). A passagem menciona uma medida de cerca de um metro em relação ao chão, mas sua descrição é entendida de maneiras diferentes: pode indicar a altura em que as aves voavam ou a altura a que se acumulavam. O ponto claro é que havia codornas em abundância e que foi fácil apanhá-las.
Enquanto o povo ainda comia, uma grave praga o atingiu (Números 11:33-34). A Bíblia relaciona esse castigo à atitude de cobiça e rejeição a Deus, mas não diz que as aves transmitiram alguma doença. Também não identifica com certeza a espécie exata dessas codornas nem explica se estavam em migração.
Portanto, as codornas eram aves usadas como alimento, mas sua história ensina mais do que isso. Deus cuidou dos israelitas no deserto; ao mesmo tempo, a abundância de carne não resolveu a ingratidão deles. Era possível receber o que tinham pedido e ainda precisar aprender a confiar em Deus.