Os citas eram povos da Antiguidade conhecidos pelos gregos e romanos como habitantes das regiões ao norte do mar Negro. Muitos viviam de forma nômade, criando animais e se deslocando de um lugar pra outro. No tempo de Paulo, porém, o nome “cita” também trazia uma ideia de distância cultural: pra muita gente do mundo grego e romano, os citas pareciam especialmente estrangeiros e pouco civilizados.
Isso ajuda a entender por que Paulo os menciona ao lado dos “bárbaros”. Naquela época, *bárbaro* era um termo usado pelos gregos pra quem não falava grego. Não significava, necessariamente, uma pessoa violenta. Ao acrescentar “cita”, Paulo cita um povo que seus leitores provavelmente associavam a uma diferença cultural ainda maior. Ele não está dizendo que todo cita era cruel, nem ensinando os cristãos a desprezá-los. Está mostrando que nem mesmo um grupo visto com tanto preconceito ficava de fora do que Deus fazia em Cristo.
Em Colossenses 3:11, Paulo reúne diferenças que costumavam separar as pessoas: judeus e gregos, circuncidados e não circuncidados, bárbaros e citas, escravos e livres. O assunto é a vida daqueles que pertencem a Cristo. Entre eles, nenhuma dessas distinções determina quem é mais aceito por Deus ou mais importante na comunidade cristã.
Paulo não diz que essas diferenças deixam de existir. Um cita continuava sendo cita, assim como um escravo não se tornava livre automaticamente. O que muda é a maneira de enxergar e tratar uns aos outros: a origem, a cultura e a posição social não dão a ninguém um lugar superior diante de Cristo.
Então, a resposta é esta: os citas eram povos reais do mundo antigo, mas Paulo os menciona porque eram vistos por muitos como estrangeiros particularmente distantes da cultura considerada “civilizada”. Ao incluí-los na lista, ele deixa claro que quem pertence a Cristo não deve ser tratado como inferior por causa de sua origem.