Ir ao cinema ou assistir a um filme não é pecado por si só. A Bíblia não proíbe filmes. O que importa é o que escolhemos assistir, como aquilo nos afeta e se podemos fazer essa escolha com a consciência tranquila diante de Deus.
Nem todo filme que mostra uma atitude errada está incentivando essa atitude. A própria Bíblia conta histórias de violência, mentira e adultério sem aprovar essas coisas. Por isso, não basta perguntar se um filme *contém* algo ruim. Também vale perguntar como ele apresenta aquilo: mostra as consequências do mal ou tenta fazer o mal parecer desejável?
Ao mesmo tempo, o fato de um filme ser ficção não significa que tudo nele seja inofensivo. Jesus ensinou que o pecado não está apenas nas atitudes externas; ele também pode estar no desejo que a pessoa alimenta no coração (Mateus 5:28). Se certas cenas despertam em você desejos que sabe que não deve alimentar, ou fazem você começar a tratar o pecado como algo normal e atraente, é sensato evitar esse filme. Filipenses 4:8 também nos incentiva a dar atenção ao que é puro e digno de consideração.
A pergunta, então, não precisa ser apenas: “É permitido assistir?” Paulo ensina que nem tudo o que é permitido faz bem ou ajuda a crescer (1 Coríntios 10:23). Um filme pode não ser claramente pecaminoso e, ainda assim, não ser uma boa escolha pra você. Talvez ele mexa com uma dificuldade que você já enfrenta. Talvez você perceba que está assistindo contra aquilo que entende ser correto. Nesse caso, não ignore sua consciência: Romanos 14:23 mostra a importância de agir com convicção diante de Deus.
Também é bom pensar nas outras pessoas, mas sem transformar aparências em regras. Ver alguém entrando numa sala de cinema, ou saber a classificação de um filme, não revela tudo sobre seu conteúdo nem sobre os motivos de quem vai assistir. Ainda assim, se uma escolha sua puder incentivar alguém próximo a fazer algo que essa pessoa reconhece como errado, o amor pede cuidado com ela (Romanos 14:13).
Portanto, o cristão pode ir ao cinema e apreciar um bom filme. Antes de escolher, porém, convém saber o que vai assistir e perguntar com sinceridade: isso vai me fazer bem? Posso assistir sem alimentar o que sei que é errado? Estou em paz diante de Deus com essa decisão? Essas perguntas ajudam mais do que uma regra que trate todos os filmes — e todas as pessoas — como se fossem iguais.