“Cigano” é um nome usado para falar de diferentes povos, entre eles os romani. Não é o nome de uma religião. Por isso, não dá pra dizer que todos os ciganos acreditam nas mesmas coisas.
Os antepassados dos romani vieram do norte da Índia e, ao longo de muitos séculos, seus descendentes se espalharam por outras regiões. Hoje há comunidades em vários países. Algumas preservam costumes ligados a viagens, mas muitas famílias vivem há gerações no mesmo lugar. A imagem de que todo cigano mora numa carroça ou está sempre viajando não descreve a realidade dessas pessoas.
Quanto à fé, há ciganos católicos, evangélicos, cristãos ortodoxos, muçulmanos e pessoas de outras crenças ou sem religião. Os costumes também variam de uma comunidade pra outra e de uma família pra outra. Algumas tradições dão importância especial a regras de pureza, à proteção contra o mau-olhado ou ao respeito pelos mortos. Mas seria errado afirmar que todos os ciganos seguem essas práticas, creem na reencarnação ou fazem adivinhação.
Se a pergunta é como a Bíblia avalia certas crenças e práticas, a resposta depende da prática, não da origem de quem a segue. A Bíblia condena buscar orientação por meio da adivinhação (Deuteronômio 18:10-12). Também não ensina que as pessoas morrem e voltam em outras vidas; Hebreus 9:27 fala da morte seguida pelo juízo. E Jesus ensinou que o que torna uma pessoa impura diante de Deus não é uma condição do corpo, mas o mal que vem do coração (Marcos 7:20-23).
Assim, um cigano pode seguir a Cristo como qualquer outra pessoa. Sua origem não o aproxima nem o afasta de Deus. A mensagem cristã é a mesma pra todos: o perdão e a vida com Deus vêm por meio de Jesus Cristo, não por pertencer a determinado povo nem por cumprir costumes culturais (Efésios 2:8-9).