Significa que, por meio de Jesus, pertencemos a Deus e ao seu Reino. Continuamos vivendo neste mundo, mas é a ele que devemos nossa lealdade maior. E esperamos o dia em que Cristo voltará e completará aquilo que começou em nós.
Paulo usa a palavra “cidadania” em Filipenses 3:20. No mesmo trecho, ele fala de pessoas que vivem como se nada importasse além dos próprios desejos e das coisas desta vida. Depois, lembra aos cristãos que eles aguardam dos céus o Salvador, Jesus Cristo. O contraste não é entre cuidar da vida aqui e ignorá-la. É entre fazer deste mundo tudo o que existe e viver sabendo a quem pertencemos e o que esperamos.
Essa cidadania não é conquistada por quem consegue se comportar bem o suficiente. Ela vem da união com Cristo. Deus nos recebe por meio dele e nos dá uma nova vida (Efésios 2:8-9; 2 Coríntios 5:17). Por isso, quem pertence a Jesus começa a aprender outra maneira de viver. O Espírito Santo trabalha em nós, mudando aos poucos nossos desejos e atitudes pra que se pareçam mais com os de Cristo (Romanos 8:29; 12:2). Isso não quer dizer que o cristão nunca mais peque. Quer dizer que o pecado já não deve governar sua vida.
Também não quer dizer que nossa vida na terra não tenha importância. Jesus ensinou seus seguidores a amar o próximo e a fazer o bem. Ser cidadão do céu não nos afasta dessas responsabilidades; muda a maneira de cumpri-las. Procuramos agir com honestidade, justiça e amor onde estamos, sem tratar o sucesso, o dinheiro ou o prazer como se fossem o propósito final da vida.
Há ainda uma esperança muito concreta nessa expressão. Logo depois de falar da nossa cidadania, Paulo diz que esperamos Jesus voltar e transformar nosso corpo frágil (Filipenses 3:20-21). Portanto, a esperança cristã não é simplesmente deixar a terra e esquecer tudo o que acontece aqui. É esperar que Cristo vença de vez o pecado e a morte e complete sua obra.
Em resumo, nossa cidadania está no céu porque pertencemos a Cristo agora, procuramos viver de acordo com ele aqui e esperamos o futuro que ele prometeu.