A Bíblia não menciona a China pelo nome nem diz que ela liderará um exército no fim dos tempos. A dúvida costuma surgir por causa de Apocalipse 16:12, que fala de “reis do Oriente”. A China poderia estar entre as nações envolvidas? É possível. Mas o texto não dá informações suficientes pra afirmar isso.
Na passagem, o rio Eufrates seca, preparando o caminho desses reis. Logo depois, João vê espíritos malignos reunindo os reis do mundo inteiro pra uma batalha ligada ao julgamento de Deus. O lugar onde eles são reunidos recebe o nome de Armagedom (Apocalipse 16:12-16). Note que o texto não identifica os reis orientais, não diz quantos soldados eles terão e não afirma que serão comandados pela China.
Algumas pessoas fazem essa associação porque a China fica a leste da região mencionada e hoje tem grande poder político e militar. Isso pode ajudar a entender por que a ideia parece plausível, mas não prova que a profecia esteja falando dela. A situação dos países pode mudar; o que Apocalipse afirma permanece sendo o que está escrito, não o que conseguimos imaginar a partir das notícias.
Outra passagem às vezes usada nessa discussão é Apocalipse 9:13-19, que menciona uma força de duzentos milhões. Mas ali não aparece a China, nem se diz que esse grupo vem do Oriente. A descrição inclui elementos extraordinários, e há diferenças entre cristãos sobre como entendê-la. Por isso, também não é seguro chamar esses duzentos milhões de exército chinês. Além disso, trata-se de outra cena: ela aparece na sexta trombeta, enquanto os reis do Oriente são mencionados na sexta taça.
Então, a resposta mais honesta é: a China pode estar envolvida nos acontecimentos finais, mas a Bíblia não confirma um papel específico pra ela. O ponto claro de Apocalipse 16 não é a identidade de uma potência atual. É que governantes serão reunidos em oposição a Deus, e essa oposição não impedirá o cumprimento dos seus propósitos (Apocalipse 16:13-16; 19:11-21). Em vez de tentar descobrir o nome de cada país na profecia, vale prestar atenção ao chamado que o próprio texto faz: permanecer vigilante e fiel a Cristo.