Estar centrado em Deus significa levar Deus em conta na maneira de pensar, escolher e viver. Não é passar o dia inteiro fazendo atividades religiosas. É querer conhecê-lo, confiar nele e aprender a fazer o que lhe agrada, tanto na igreja quanto em casa, no trabalho e nos relacionamentos.
Isso começa com o próprio Deus, não com uma lista de tarefas. Pela fé em Jesus Cristo, somos chamados a nos aproximar dele e a viver uma vida transformada pelo Espírito Santo. Por isso, estar centrado em Deus não significa tentar conquistar seu amor por meio de um bom desempenho. Significa responder ao amor e à graça que recebemos dele. Jesus ensinou que quem permanece unido a ele produz fruto; Paulo explica que o Espírito desenvolve qualidades como amor, paciência e domínio próprio (João 15:4-5; Gálatas 5:22-23).
Essa mudança aparece nas escolhas comuns. Quando preciso decidir como tratar alguém que me feriu, como usar meu dinheiro ou o que fazer quando ninguém está olhando, a pergunta deixa de ser apenas “O que eu quero?” e passa a incluir “O que Deus ensina sobre isso?”. A Bíblia mostra que até tarefas simples podem ser feitas para honrar a Deus (1 Coríntios 10:31; Colossenses 3:23).
É possível, porém, estar muito ocupado com a religião e prestar pouca atenção ao próprio Deus. Alguém pode orar, frequentar a igreja e ajudar outras pessoas principalmente para se sentir superior ou tentar merecer a aceitação de Deus. Essas práticas são boas, mas não substituem a confiança em Cristo nem o amor por Deus e pelo próximo.
Também não quer dizer que uma pessoa centrada em Deus nunca se distraia, peque ou tenha dias em que seja difícil orar. Significa que, mesmo nessas dificuldades, ela volta a Deus, reconhece o que precisa mudar e depende dele para continuar. Em resumo, Deus não ocupa apenas um espaço na sua agenda: ele passa a orientar a maneira como ela vive a vida inteira.