A Bíblia não estabelece um intervalo obrigatório pra celebrar a Ceia do Senhor. Ela não diz que precisa ser toda semana, uma vez por mês ou em outra data fixa. Jesus mandou seus discípulos celebrarem a Ceia em memória dele, mas não determinou de quanto em quanto tempo deveriam fazer isso (Lucas 22:19; 1 Coríntios 11:23-26).
Na Ceia, o pão nos lembra o corpo de Jesus entregue por nós, e o cálice nos lembra seu sangue, derramado para estabelecer a nova aliança. Paulo explica que, sempre que a igreja come o pão e bebe do cálice, anuncia a morte do Senhor até que ele venha (1 Coríntios 11:26). Por isso, a Ceia não é apenas uma lembrança particular: a igreja celebra junta aquilo que Cristo fez por ela.
É verdade que Atos 20:7 menciona discípulos reunidos no primeiro dia da semana pra partir o pão. Esse texto pode indicar que, naquela comunidade, a Ceia era celebrada semanalmente. Mas ele não apresenta essa frequência como uma regra pra todas as igrejas. Assim, uma igreja pode celebrá-la toda semana, e outra pode fazê-lo mensalmente, sem que a diferença, por si só, signifique desobediência à Bíblia.
O cuidado principal não é encontrar um número obrigatório, e sim celebrar a Ceia de modo fiel ao que Jesus ensinou. Paulo orienta cada pessoa a examinar a si mesma antes de participar e repreende uma igreja em que havia divisões e falta de consideração pelos outros (1 Coríntios 11:17-29). Isso não quer dizer que a Ceia precise ser rara pra continuar importante. Mesmo uma celebração frequente pode ser feita com atenção, gratidão e respeito; e uma celebração ocasional também pode se tornar vazia se ninguém pensar no que está fazendo.
Portanto, a igreja tem liberdade pra decidir uma frequência. O importante é celebrar a Ceia regularmente, sem transformar sua prática numa regra que a Bíblia não deu, e lembrar juntos, com seriedade e gratidão, da morte de Jesus por nós.