O Catecismo da Igreja Católica é um livro que reúne e explica os ensinamentos oficiais da Igreja Católica. Ele foi feito pra servir de referência a quem ensina a fé católica e a quem deseja conhecê-la. O nome “catecismo” às vezes lembra um livrinho de perguntas e respostas, mas o Catecismo da Igreja Católica não segue esse formato: ele apresenta seus assuntos em capítulos e parágrafos numerados.
O livro tem quatro partes. A primeira trata daquilo que os católicos creem, seguindo o Credo. A segunda explica a celebração da fé, especialmente os sacramentos. A terceira fala sobre como viver, incluindo os Dez Mandamentos. A quarta trata da oração, com atenção especial ao Pai-Nosso.
Ele cita muitas passagens da Bíblia. Também recorre a ensinamentos antigos da igreja, a decisões de concílios e a declarações de papas. Isso ajuda a entender uma diferença importante entre católicos e evangélicos: como cada um decide o que a igreja deve ensinar.
Para a Igreja Católica, a Escritura e a Tradição recebida dos apóstolos estão ligadas na transmissão da fé, e cabe à igreja interpretá-las de modo autorizado. Isso aparece, por exemplo, nos parágrafos 80 a 82 do Catecismo. Já a compreensão evangélica é que a Bíblia é a autoridade final pela qual todo ensinamento da igreja deve ser examinado. Em 2 Timóteo 3:16-17, Paulo ensina que as Escrituras vêm de Deus e preparam o servo de Deus pra toda boa obra. Em Atos 17:11, os bereanos são elogiados por conferir nas Escrituras o que lhes era ensinado.
Por isso, uma pessoa evangélica pode encontrar no Catecismo explicações com as quais concorda, como a afirmação de que Jesus morreu e ressuscitou, e ao mesmo tempo discordar de outros ensinamentos, como o purgatório e certas doutrinas sobre Maria. Essas diferenças precisam ser examinadas assunto por assunto. Não seria correto dizer que *tudo* no Catecismo contraria a Bíblia, nem que citar versículos torna automaticamente bíblica cada uma de suas conclusões.
Em resumo, o Catecismo mostra o que a Igreja Católica ensina e como ela explica sua fé. Ele é uma fonte importante pra entender o catolicismo. Pra quem segue a compreensão evangélica, porém, não tem a mesma autoridade que as Escrituras: suas afirmações devem ser avaliadas à luz da Bíblia.