A primeira coisa que chama a atenção é a alegria dele. Mas, pra entender aquela cena, precisamos lembrar o que tinha acabado de acontecer: aquele homem nunca tinha conseguido andar. Todos os dias, ele era levado até uma entrada do templo para pedir esmolas. Quando viu Pedro e João, esperou receber dinheiro. Em vez disso, Pedro lhe disse que, em nome de Jesus Cristo, ele podia andar. Pedro o ajudou a se levantar, e seus pés e tornozelos ficaram fortes imediatamente (Atos 3:2-7).
Então o homem entrou no templo andando, pulando e louvando a Deus (Atos 3:8). Sua alegria era compreensível: ele podia fazer algo que nunca havia feito. E seu louvor mostra a quem ele atribuía aquela mudança. Ele recebeu ajuda por meio de Pedro, mas agradeceu a Deus.
Isso também ajudou outras pessoas a entender o que havia acontecido. Muitos reconheceram o homem que costumava pedir esmolas e ficaram admirados. Quando a multidão se reuniu, Pedro deixou claro que não tinha curado aquele homem por poder próprio ou por ser mais santo que os outros. Ele apontou para Jesus e chamou as pessoas a se arrependerem e se voltarem pra Deus (Atos 3:9-19). O milagre não era uma demonstração da grandeza de Pedro; era uma oportunidade de anunciar Jesus.
O homem nos ensina, portanto, a não receber as bênçãos de Deus como se fossem algo sem importância. Ele não ficou em silêncio diante do que tinha acontecido. Demonstrou sua gratidão de um jeito que todos podiam ver. Isso não significa que toda pessoa agradecida precise pular ou se expressar como ele. A lição não está na forma do seu louvor, mas no reconhecimento de que Deus havia agido em sua vida.
Também não devemos concluir que todo cristão fiel receberá uma cura como aquela. Atos 3 conta um milagre realizado em nome de Jesus; não promete que o mesmo acontecerá com todos. Mesmo assim, temos razões pra agradecer a Deus. A maior delas é a salvação que ele oferece por sua graça, mediante a fé em Cristo — não como recompensa por nossas obras (Efésios 2:8-9).
Aquele homem pediu uma esmola e recebeu algo que não imaginava. Ao começar a andar, fez questão de louvar a Deus. Sua história nos convida a fazer o mesmo com aquilo que recebemos: reconhecer a bondade de Deus, agradecer a ele e lembrar que nossa esperança está em Jesus, não nas pessoas por meio de quem a ajuda chegou.