Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Como um cristão deve reagir ao bullying?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Um cristão não precisa escolher entre aguentar tudo calado e devolver a agressão. Jesus nos ensina a não buscar vingança, mas isso não significa deixar alguém continuar machucando pessoas. É possível agir com firmeza, pedir ajuda e proteger quem está em perigo sem tratar o agressor do mesmo jeito que ele trata os outros.

Bullying não é uma brincadeira que alguém simplesmente “não soube levar”. É uma intimidação ou humilhação usada pra ferir ou controlar outra pessoa, muitas vezes de forma repetida. Pode acontecer por meio de ameaças, apelidos cruéis, exclusão, agressões físicas ou mensagens. A Bíblia não usa a palavra *bullying*, mas condena a violência e nos chama a tratar os outros com amor, especialmente quem está em situação de vulnerabilidade (Provérbios 3:31; Gálatas 6:10).

Se você está sofrendo bullying, não precisa enfrentar isso sozinho. Conte o que está acontecendo a alguém que possa agir: seus pais ou responsáveis, um professor, a direção da escola, uma liderança responsável no trabalho ou outra pessoa de confiança. Guarde mensagens e anote os episódios, se isso ajudar a explicar o que aconteceu. Se houver ameaça ou agressão, procure um lugar seguro e peça ajuda imediata. Denunciar não é falta de perdão; pode impedir que a agressão continue e que outras pessoas sejam feridas.

Jesus ensinou seus seguidores a não revidar ofensas pessoais (Mateus 5:38-42). Isso muda a maneira como respondemos: não precisamos insultar de volta, humilhar o agressor ou planejar vingança. Mas não revidar é diferente de aceitar a violência. Paulo também ensinou a não pagar o mal com o mal e a buscar a paz *na medida do possível* (Romanos 12:17-21). Quando a outra pessoa insiste em ferir, buscar proteção e recorrer às autoridades responsáveis é uma maneira sensata de lidar com o problema.

Se alguém tentar agredir você fisicamente, a prioridade é sair do perigo. Pedir socorro, afastar-se e, se for necessário, proteger-se sem usar mais força do que a situação exige não é o mesmo que se vingar. O objetivo é interromper a agressão, não castigar a pessoa.

E se você presenciar o bullying? Não participe, nem incentive com risadas ou mensagens. Apoie quem está sendo atacado, procure ajuda de quem tem responsabilidade pra intervir e, quando for seguro, deixe claro que aquilo precisa parar. A forma de ajudar depende da situação: numa agressão física, por exemplo, chamar ajuda pode ser mais seguro e eficaz do que tentar separar as pessoas sozinho.

Também podemos orar pelo agressor. Isso não diminui o que ele fez nem obriga a vítima a manter contato com ele. Não sabemos o que levou uma pessoa a agir assim, e possíveis dificuldades dela não justificam suas atitudes. Orar por sua mudança, estabelecer limites e pedir que ela seja responsabilizada são coisas que podem andar juntas.

Deus se importa com quem está sofrendo. Você pode falar com ele sobre sua dor e buscar apoio de pessoas de confiança. Seguir Jesus, nesse caso, não é fingir que nada aconteceu. É recusar a vingança, fazer o que estiver ao seu alcance pra parar o mal e cuidar de quem foi ferido — inclusive de você mesmo.