Em Eclesiastes 7:1, “bom nome” não quer dizer um nome bonito. Quer dizer ser conhecido pela honestidade, pela fidelidade e pela maneira correta de tratar as pessoas. O perfume pode ser caro e agradável, mas seu cheiro passa. Já o modo como alguém vive tem um valor muito maior. É essa a comparação que o versículo faz.
Provérbios 22:1 ensina algo parecido: ser estimado vale mais do que possuir muita riqueza. Dinheiro pode comprar perfume, mas não compra integridade. E uma pessoa não constrói um bom nome apenas tentando causar boa impressão. Ela o constrói ao falar a verdade, cumprir o que promete e fazer o que é certo mesmo quando ninguém está olhando.
Isso não significa que quem vive corretamente sempre terá uma boa reputação. Pessoas inocentes também podem ser mal compreendidas ou acusadas injustamente. Jesus foi. Por isso, o mais importante não é controlar o que todos pensam de nós, mas viver de modo que nossa consciência esteja limpa diante de Deus e das pessoas, como Paulo procurava fazer (Atos 24:16).
O restante de Eclesiastes 7:1 diz que o dia da morte é melhor do que o dia do nascimento. Essa frase pode parecer estranha, mas ajuda a entender a comparação. No nascimento, ainda não sabemos como a pessoa viverá. No fim da vida, podemos olhar pra suas escolhas e ver o que ela fez com o tempo que recebeu. Eclesiastes não está dizendo que devemos desprezar o nascimento ou desejar a morte. Está nos convidando a levar a vida a sério.
Então, um bom nome vale mais do que um perfume precioso porque não depende do que a pessoa pode comprar nem da impressão que consegue causar por um momento. Ele está ligado a quem ela é e a como ela vive. É isso que merece nossa atenção — acima da aparência e da riqueza.