Se você está falando de palavras, rituais ou objetos usados na tentativa de obter poderes espirituais, influenciar alguém ou descobrir o futuro, a resposta da Bíblia é clara: Deus orienta seu povo a não praticar isso. Em Deuteronômio 18:10-12, ele proíbe práticas como adivinhação, feitiçaria e consulta aos mortos. A questão não é sentir admiração por algo bonito — esse também pode ser um sentido da palavra “encantamento” hoje. A questão é buscar, por meios ocultos, um poder ou uma orientação que não vêm de Deus.
Essas práticas podiam assumir formas diferentes. Algumas pessoas tentavam prever o futuro; outras procuravam lançar feitiços ou entrar em contato com os mortos. Por trás dessas diferenças, havia um mesmo problema: em vez de confiar em Deus e ouvir o que ele havia dito, a pessoa procurava respostas ou controle por outro caminho. Foi por isso que a Lei de Israel tratou o assunto com tanta seriedade (Levítico 19:26, 31).
O Novo Testamento mantém essa distinção. Ele inclui a feitiçaria entre as práticas incompatíveis com uma vida guiada pelo Espírito de Deus (Gálatas 5:19-21). Em Éfeso, pessoas que haviam praticado magia abandonaram essa atividade depois de crer em Jesus (Atos 19:18-19). Elas não precisavam aprender uma forma “cristã” de fazer magia; precisavam deixar aquela prática.
Isso não significa que toda coisa chamada de “mágica” tenha o mesmo sentido. Um truque de ilusionismo, por exemplo, não é uma tentativa de obter poder espiritual. Também não há base para dizer que remédios sejam feitiçaria só porque uma palavra grega ligada à feitiçaria, *pharmakeia*, se parece com “farmácia”. O contexto bíblico fala de práticas mágicas; não condena o tratamento de doenças.
Então, como lidar com a vontade de saber o futuro ou de ter mais controle sobre a vida? A Bíblia nos convida a levar essas preocupações a Deus, pedir sabedoria e seguir o que ele já revelou (Tiago 1:5; Filipenses 4:6-7). Não precisamos recorrer a feitiços, adivinhação ou contato com os mortos pra buscar a direção e o cuidado dele.