Betel significa “casa de Deus”. Esse nome ficou ligado, principalmente, a um lugar onde Jacó teve um encontro marcante com Deus. Mais tarde, Betel se tornou uma cidade importante na história de Israel — primeiro como lugar de adoração, depois também como centro de uma adoração que os profetas condenaram.
Jacó estava viajando quando parou pra dormir ao ar livre. Naquela noite, sonhou com uma escadaria que ligava a terra ao céu e viu anjos subindo e descendo por ela. Deus falou com ele e reafirmou as promessas que havia feito a Abraão e Isaque. Ao acordar, Jacó reconheceu que Deus estava naquele lugar. Por isso, chamou-o de Betel, “casa de Deus” (Gênesis 28:10-19). O local antes era chamado Luz.
O nome não quer dizer que Deus morava somente ali. Ele expressa o que Jacó entendeu naquela ocasião: Deus tinha se revelado a ele naquele lugar. Anos depois, Jacó voltou a Betel e construiu um altar, obedecendo à ordem de Deus (Gênesis 35:1-7). Antes mesmo do sonho de Jacó, Abraão já havia construído um altar nas proximidades de Betel e invocado o Senhor ali (Gênesis 12:8; 13:3-4).
Mas a história da cidade não termina com esses encontros. Séculos depois, quando Israel foi dividido em dois reinos, Jeroboão, rei do norte, colocou um bezerro de ouro em Betel e fez da cidade um centro de adoração para o seu reino (1 Reis 12:26-33). Ele queria que o povo deixasse de ir a Jerusalém, no reino do sul. Os profetas condenaram essa prática, porque ela afastava o povo da adoração que Deus havia ordenado (Amós 5:5-6; Oséias 10:15). Mais tarde, o rei Josias destruiu o altar de Betel durante suas reformas religiosas (2 Reis 23:15).
Assim, Betel carrega duas lembranças bem diferentes. Seu nome vem do encontro de Jacó com Deus e significa “casa de Deus”. Já sua história posterior mostra que um lugar ligado a uma experiência verdadeira com Deus não torna correta qualquer forma de adoração praticada ali.