A Bíblia proíbe claramente as relações sexuais entre pessoas e animais. Essa proibição aparece tanto para homens quanto para mulheres nas leis dadas a Israel (Êxodo 22:19; Levítico 18:23; 20:15-16; Deuteronômio 27:21). Não se trata de uma conclusão tirada de uma passagem pouco clara: a prática é condenada diretamente.
Pra entender o motivo, vale olhar como a Bíblia apresenta a sexualidade. Em Gênesis 1:27, Deus cria os seres humanos à sua imagem. Já em Gênesis 2:18-24, o relato diz que nenhum animal era uma companhia correspondente a Adão; a pessoa que ele reconhece como semelhante a si é a mulher. Dentro desse relato, a relação sexual pertence à união entre seres humanos, não à relação de uma pessoa com um animal.
As leis de Levítico 20 determinavam a morte da pessoa envolvida e também do animal. Eram penas dadas ao antigo Israel, não instruções pra alguém aplicar hoje. E a morte do animal não significa que ele tivesse culpa moral. O texto não explica por que essa pena também era aplicada a ele, então não é bom inventar uma razão. O que está claro é a gravidade com que aquela lei tratava o ato.
O Novo Testamento não menciona a bestialidade pelo nome. Mesmo assim, seu silêncio não desfaz a proibição expressa no Antigo Testamento. O Novo Testamento também continua ensinando que a sexualidade deve ser vivida de acordo com a vontade de Deus e condena a imoralidade sexual (1 Coríntios 6:18; Hebreus 13:4). Assim, embora as penas da lei de Israel não sejam aplicadas pelos cristãos, não há base bíblica pra tratar essa prática como aceitável.
Se a pergunta tem a ver com algo que aconteceu com você, a condenação do ato não significa que não exista caminho de arrependimento e perdão. A resposta cristã é reconhecer o pecado, abandoná-lo e buscar a misericórdia de Deus em Cristo (1 João 1:9).