Pastor Antônio Junior

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Quem foi Belzebu na Bíblia?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Belzebu é o nome que os adversários de Jesus usaram para se referir ao chefe dos demônios. No Novo Testamento, o nome está ligado a Satanás. Mas ele tem uma história anterior, e isso ajuda a entender por que apareceu naquela acusação.

No Antigo Testamento, havia em Ecrom, uma cidade dos filisteus, um deus chamado Baal-Zebube. Quando o rei Acazias se feriu, mandou mensageiros consultá-lo, em vez de buscar o Deus de Israel. Deus condenou essa atitude por meio do profeta Elias (2 Reis 1:2-4). O nome Baal-Zebube costuma ser entendido como “senhor das moscas”. A relação exata entre esse nome e a forma Belzebu, usada no Novo Testamento, é discutida; por isso, não dá pra afirmar com certeza todos os detalhes de como o nome mudou com o tempo.

O mais importante pra entender os Evangelhos é observar como o nome foi usado nos dias de Jesus. Depois que ele libertou um homem dominado por um demônio, seus adversários não negaram simplesmente o que tinha acontecido. Eles disseram que Jesus expulsava demônios pelo poder de Belzebu, a quem chamavam de chefe dos demônios (Mateus 12:22-24).

Jesus respondeu mostrando que a acusação não fazia sentido: se Satanás estivesse expulsando os próprios demônios, estaria lutando contra si mesmo. Em seguida, explicou que expulsava demônios pelo Espírito de Deus (Mateus 12:25-28). Ao responder à acusação sobre Belzebu falando de Satanás, Jesus deixa claro quem seus acusadores tinham em mente.

Portanto, quando alguém pergunta quem foi Belzebu, a resposta mais direta é: nos Evangelhos, Belzebu é um nome usado para Satanás, apresentado como chefe dos demônios. O nome tem ligação com uma antiga divindade mencionada no Antigo Testamento, mas a Bíblia não explica com precisão toda a história dessa ligação.

Há ainda uma razão pela qual esse nome importa para os seguidores de Jesus. Ele disse que, se chegaram a chamar o próprio mestre de Belzebu, seus discípulos também poderiam ser insultados (Mateus 10:24-25). Ele não estava dizendo que toda crítica a um cristão é perseguição. Estava preparando seus discípulos para o fato de que até uma obra boa pode ser tratada com hostilidade por quem rejeita sua mensagem.