O “beijo santo” era uma forma de os cristãos se cumprimentarem com carinho e respeito. Paulo menciona essa saudação em várias cartas, entre elas Romanos 16:16 e 1 Tessalonicenses 5:26. Pedro também fala de um beijo de amor entre os irmãos na fé (1 Pedro 5:14).
Naquela época, um beijo podia ser uma saudação comum entre pessoas próximas. O que tornava esse beijo *santo* não era um gesto especial ou uma cerimônia. Era a maneira como ele era dado: com sinceridade e pureza, sem intenção romântica ou sexual. Ao pedir que os cristãos se cumprimentassem assim, os apóstolos estavam falando de um amor fraternal que devia ser real, e não apenas educado na aparência.
E hoje, todo cristão precisa cumprimentar os outros com um beijo? Há cristãos que entendem que sim, pois a instrução menciona expressamente o beijo. Outros entendem que o beijo era a forma de saudação conhecida por aqueles primeiros leitores, enquanto o ensinamento que continua valendo é demonstrar amor de modo sincero. Romanos 12:9-10 ajuda a entender esse ponto: Paulo pede que os cristãos amem uns aos outros sem fingimento e se tratem com respeito.
Por isso, onde um beijo é uma saudação natural e bem recebida, ele pode expressar esse carinho. Onde não é, um abraço, um aperto de mão ou uma saudação atenciosa podem cumprir a mesma finalidade. Ninguém deve se sentir pressionado a aceitar contato físico pra provar que ama os irmãos. Afinal, o gesto só combina com a instrução bíblica quando é dado com respeito e recebido sem constrangimento.
Em poucas palavras, o beijo santo é uma saudação afetuosa e pura entre cristãos. A pergunta mais importante não é só *qual gesto usamos*, mas se estamos tratando uns aos outros com o amor sincero que esse gesto deveria demonstrar.