Sim. O batismo aparece claramente na Bíblia. Jesus mandou seus discípulos batizarem as pessoas que se tornassem seus seguidores (Mateus 28:19-20). No livro de Atos, vemos isso acontecendo: pessoas ouviam a mensagem sobre Jesus, criam nele e eram batizadas (Atos 8:12; 10:47-48).
A dúvida costuma ser sobre o batismo de bebês. A Bíblia não descreve de forma clara uma cerimônia em que um bebê recebe um nome cristão e é batizado. Também não diz expressamente: “Não batizem bebês”. Por isso, cristãos que reconhecem a autoridade da Bíblia chegam a conclusões diferentes sobre essa prática.
Muitas igrejas evangélicas entendem que o batismo deve vir depois da fé pessoal. Elas apontam para relatos como o do homem que ouviu Filipe explicar as boas notícias sobre Jesus e, então, pediu para ser batizado (Atos 8:35-38). Nessa compreensão, o batismo é uma maneira pública de mostrar que a pessoa passou a seguir Cristo.
Outras igrejas cristãs batizam filhos pequenos de famílias que creem. Elas entendem que o batismo também mostra que Deus recebe pessoas no meio do seu povo e citam, entre outros argumentos, os relatos em que famílias inteiras foram batizadas (Atos 16:14-15, 31-34). Esses relatos, porém, não informam se havia bebês entre os batizados. Por isso, eles não encerram a discussão.
Há um ponto importante, qualquer que seja a posição sobre a idade do batismo: a água, por si só, não perdoa pecados nem torna alguém salvo. O Novo Testamento aponta para Jesus como aquele que salva e chama as pessoas a confiar nele (Atos 4:12; Efésios 2:8-9). Assim, ninguém deve concluir que já está em paz com Deus apenas porque foi batizado quando criança — nem porque foi batizado depois de adulto.
Então, a resposta é: o batismo é bíblico e foi ordenado por Jesus. Já o batismo de bebês é uma questão sobre a qual há interpretações diferentes. O que não pode se perder nessa conversa é o centro da mensagem bíblica: precisamos de Jesus, e o batismo não substitui a fé nele.