Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Como um cristão deve enxergar seu próprio valor?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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O cristão não precisa se achar melhor do que os outros, mas também não precisa se tratar como alguém sem valor. A Bíblia nos ajuda a evitar os dois extremos. Podemos reconhecer nosso valor com gratidão, sem fazer de nós mesmos o centro de tudo.

Esse valor não começa nas nossas conquistas. Mesmo quando falhamos, envelhecemos, perdemos um emprego ou deixamos de receber a aprovação das pessoas, continuamos sendo seres humanos criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27). Por isso, nossa dignidade não depende da aparência, do dinheiro ou do que conseguimos fazer.

Ao mesmo tempo, a Bíblia não ensina que somos bons o bastante por nós mesmos. Todos precisamos do perdão e da graça de Deus (Romanos 3:23-24). O pecado é sério, mas Deus não nos deixou sem esperança: Jesus deu a vida pra nos reconciliar com ele. Para quem pertence a Cristo, isso é uma razão profunda pra viver com segurança e gratidão, não pra se orgulhar como se tivesse conquistado o amor de Deus por mérito próprio (Romanos 5:8; Efésios 2:8-9).

É nesse ponto que a humildade entra. Quando Jesus ensina seus discípulos a se considerarem servos que fizeram o que deviam, ele não está dizendo que eles não têm valor. Está ensinando que obedecer a Deus não nos dá o direito de exigir elogios ou recompensas dele (Lucas 17:10). Da mesma forma, Paulo nos orienta a não pensar de nós mesmos além do que convém (Romanos 12:3). Isso não significa negar nossas qualidades; significa reconhecê-las sem esquecer que dependemos de Deus e que as outras pessoas também importam (Filipenses 2:3-4).

Então, uma maneira cristã de lidar com a autoestima é poder dizer a verdade sobre si mesmo: “Tenho valor porque Deus me criou. Preciso da graça dele, como qualquer outra pessoa. E, se estou em Cristo, sou amado e chamado a viver de um modo que o agrade.” Essa segurança permite reconhecer tanto as próprias capacidades quanto os próprios erros — sem arrogância e sem desprezo por si mesmo.