Não dá pra dizer isso. Há ateus e crentes muito inteligentes, assim como há pessoas com diferentes capacidades nos dois grupos. Uma pessoa pode conhecer profundamente biologia, história ou matemática, seja qual for sua crença. E estudar muito não torna ninguém automaticamente mais inteligente — nem resolve, por si só, a pergunta sobre a existência de Deus.
A Bíblia faz uma distinção importante aqui: inteligência não é a mesma coisa que sabedoria espiritual. Uma pessoa pode ter grande capacidade de aprender e, ainda assim, não reconhecer a Deus. Outra pode ter pouca instrução e entender que precisa dele. Provérbios 1:7 ensina que o temor do Senhor é o começo do conhecimento. Nesse contexto, “temer” a Deus não significa viver apavorado, mas reconhecê-lo, respeitá-lo e levar a sério o que ele diz.
Isso não quer dizer que os cristãos sejam melhores em todas as áreas, nem que todo crente tome decisões sábias. A própria Bíblia mostra que pessoas de fé também precisam de correção e crescimento. E chamar alguém de “insensato” no sentido bíblico não é medir seu QI ou sua formação: é falar da maneira como essa pessoa se posiciona diante de Deus.
Paulo explica que o pecado afeta a relação do ser humano com Deus (Romanos 1:21-22). Essa é uma afirmação sobre a condição humana, não uma licença pra presumir que conhecemos o motivo pessoal de cada ateu ou pra tratar suas perguntas como desonestas. Cristãos também precisam examinar o próprio coração e responder às dúvidas dos outros com respeito.
Portanto, a resposta é simples: ser ateu não torna ninguém mais inteligente, e ser crente também não. O cristão pode reconhecer a inteligência e o conhecimento de quem não crê sem abandonar sua convicção de que a sabedoria mais importante é conhecer a Deus. E pode defender sua fé sem desprezar a pessoa que discorda dele.