Pastor Antônio Junior

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Qual é o argumento cosmológico para a existência de Deus?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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O argumento cosmológico começa com uma pergunta simples: por que existe um universo, em vez de não existir nada? Ele parte da existência do mundo pra defender que há uma causa ou um fundamento que não depende do próprio universo. Os cristãos entendem que Deus é a melhor resposta pra essa pergunta.

Há duas maneiras conhecidas de desenvolver esse raciocínio. A primeira olha pro começo do universo. Ela diz: tudo o que começa a existir tem uma causa; o universo começou a existir; portanto, o universo tem uma causa. Se o próprio espaço e o tempo tiveram um começo, essa causa não seria simplesmente mais uma coisa dentro do universo. Isso combina com o ensino de Gênesis 1:1, que apresenta Deus como criador dos céus e da terra.

A segunda maneira faz uma pergunta diferente: por que as coisas existem agora? Mesmo quando sabemos de onde algo veio, ainda podemos perguntar por que existe toda essa realidade da qual aquilo depende. Uma árvore vem de uma semente, que veio de outra árvore. Essa explicação nos ajuda a entender a origem daquela árvore, mas não responde, por si só, por que existe um mundo no qual árvores e sementes podem existir. Por esse caminho, o argumento conclui que as coisas que dependem de outras não explicam, sozinhas, a existência de tudo. Seria necessário um fundamento que não dependesse de nada mais.

Essas duas formas do argumento não devem ser confundidas. A primeira procura uma causa pro início do universo. A segunda procura um fundamento pra existência das coisas, mesmo neste momento. Por isso, não basta dizer que, se encontrarmos uma causa anterior, teremos resolvido todas as perguntas.

Também é importante não exagerar o que o argumento prova. Não é correto afirmar que uma sequência infinita de causas é impossível *simplesmente* porque cada parte dela é finita. Essa é uma questão filosófica debatida. E, mesmo que alguém aceite a conclusão de que existe uma causa primeira ou um fundamento último, o argumento, sozinho, ainda não mostra tudo o que a Bíblia ensina sobre Deus — por exemplo, que ele ama, fala com as pessoas e se revelou em Jesus Cristo.

O argumento cosmológico, então, não substitui a Bíblia nem a fé em Cristo. Ele oferece uma razão pra considerar que o universo não é a explicação completa de si mesmo. A Bíblia vai além dessa conclusão: ela apresenta Deus não apenas como aquele que criou todas as coisas, mas também como aquele de quem elas dependem. Paulo fala de Deus como criador que não precisa ser sustentado por mãos humanas (Atos 17:24-25) e afirma que todas as coisas foram criadas por meio de Cristo e nele subsistem (Colossenses 1:16-17).