São os cristãos que morreram. Paulo usa a palavra “dormem” pra falar da morte deles, não porque a perda seja pequena, mas porque ela não é o fim da história: Jesus ressuscitou e prometeu ressuscitar os que pertencem a ele.
Os cristãos de Tessalônica estavam sofrendo pela morte de pessoas da igreja. A preocupação deles parecia ser esta: se Jesus voltasse depois que esses irmãos tivessem morrido, será que eles ficariam de fora? Paulo responde que não. Quando Cristo voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão, e tanto eles quanto os cristãos que estiverem vivos estarão com o Senhor para sempre (1 Tessalonicenses 4:13-17).
A própria Bíblia mostra que “dormir” pode ser uma maneira de falar da morte. Quando Lázaro morreu, Jesus disse primeiro que ele dormia. Como os discípulos entenderam que Lázaro estava apenas descansando, Jesus explicou claramente que ele havia morrido (João 11:11-14). Em 1 Tessalonicenses, Paulo também deixa claro de quem está falando: ele chama os que “dormem” de “mortos em Cristo” no versículo 16.
Isso não quer dizer que Paulo estivesse ensinando, nessa passagem, que a pessoa deixa de ter consciência depois da morte. A comparação com o sono destaca sobretudo a esperança da ressurreição. Assim como alguém que dorme pode acordar, os que morreram pertencendo a Cristo voltarão a viver quando ele vier. O ponto de Paulo aqui é o futuro deles, não uma explicação detalhada do que acontece entre a morte e a ressurreição.
Por isso, Paulo não diz aos cristãos que não devem sentir tristeza. Perder alguém querido dói. O que ele diz é que eles não precisam sofrer sem esperança: a morte não fará com que os que morreram em Cristo sejam esquecidos ou deixados pra trás. A esperança deles se apoia no que já aconteceu com Jesus: ele morreu e ressuscitou (1 Tessalonicenses 4:14; 1 Coríntios 15:20-22).