Significa que o amor de Deus não se esgota e não depende de alguém ser bom o bastante pra merecê-lo. Ele amou pessoas que tinham pecado contra ele e tomou a iniciativa de oferecer perdão por meio de Jesus. João 3:16 e 1 João 4:9-10 mostram esse amor em ação: Deus enviou seu Filho pra que pecadores pudessem receber vida.
Isso não quer dizer que o pecado seja pequeno. Também não quer dizer que todas as pessoas serão perdoadas independentemente da resposta que derem a Deus. A Bíblia apresenta o perdão como um presente recebido pela fé em Cristo (Efésios 2:4-8). O amor de Deus é grande o suficiente pra acolher qualquer pessoa que se volte pra ele, mas não torna desnecessário o arrependimento.
Talvez a parte mais difícil de aceitar seja esta: *e quando alguém fez coisas terríveis?* Paulo ajuda a responder. Antes de seguir Jesus, ele perseguia os cristãos. Mais tarde, reconheceu a gravidade do que tinha feito e disse que recebeu misericórdia. Sua história não diminui o mal que praticou; mostra que a misericórdia de Deus alcança até quem tem motivos sérios pra se considerar indigno dela (1 Timóteo 1:12-16). Por isso, ninguém precisa pensar: “Errei tanto que Deus jamais me receberia”.
Ao mesmo tempo, Deus não ama deixando de ser justo. Romanos 3:23-26 explica que Deus tratou o pecado com seriedade ao oferecer Jesus como sacrifício. Na cruz, vemos as duas coisas juntas: Deus não fingiu que o mal não importa, e não deixou de oferecer perdão a quem pecou.
Então, chamar o amor de Deus de ilimitado não é dizer que tudo o que fazemos dá no mesmo. É dizer que não conseguimos medir sua disposição de amar pela nossa capacidade de merecer. Podemos confiar que, por meio de Jesus, há perdão pra quem se volta a Deus — por maior que seja o pecado do qual precisa se arrepender.