O amor de Cristo é o amor que Jesus tem por nós. A Bíblia mostra esse amor de muitas maneiras, mas a mais clara é esta: ele deu a própria vida pra nos salvar do pecado, mesmo sem termos feito nada pra merecer isso.
Nossa maior necessidade não é apenas receber ajuda nos momentos difíceis. É sermos perdoados e reconciliados com Deus. O pecado nos afasta dele, e não conseguimos resolver esse problema sozinhos. Jesus veio ao mundo, viveu sem pecado e morreu na cruz por nós. Assim, Deus pode nos perdoar sem tratar o pecado como se não tivesse importância (Romanos 3:23-26). Jesus também ressuscitou. Sua morte não foi o fim da história.
O que torna esse amor tão extraordinário é que Jesus não esperou que nos tornássemos pessoas boas pra então agir. Romanos 5:6-8 diz que Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores. Ele nos amou justamente quando precisávamos ser salvos, não porque já merecíamos sua aprovação.
Isso não quer dizer que seu amor começou na cruz. Jesus já amava aqueles que veio salvar. A cruz tornou esse amor visível de um jeito que ninguém poderia confundir: ele aceitou sofrer por pessoas que não tinham como pagar pelo próprio pecado. Filipenses 2:5-8 mostra que, embora tivesse a condição divina, Jesus se humilhou, tornou-se homem e foi obediente até a morte.
E o amor de Cristo não terminou quando ele ressuscitou. Quem confia nele recebe perdão e passa a pertencer à família de Deus (João 1:12; Romanos 8:15-17). Nas dificuldades, essa pessoa pode ter a segurança de que Cristo não deixou de amá-la. É disso que Paulo fala em Romanos 8:35-39: nem mesmo o sofrimento pode separar os que pertencem a Cristo do seu amor.
Então, quando falamos do amor de Cristo, não estamos falando só de um sentimento bonito. Estamos falando de Jesus vindo ao nosso encontro quando não podíamos salvar a nós mesmos, entregando a vida por nós e continuando conosco. Esse amor nos convida a confiar nele — e também a aprender a amar os outros como ele nos amou (João 13:34).