Significa tratar as outras pessoas com o cuidado que você deseja receber. Você se importa com suas necessidades, não gosta de ser enganado e quer ser tratado com respeito e justiça. Amar o próximo é levar as necessidades e a dignidade dele a sério também.
Jesus ensinou que amar a Deus e amar o próximo são os dois grandes mandamentos que resumem a Lei (Mateus 22:37-40). Ele estava retomando uma orientação de Levítico 19:18. E o contexto dessa passagem ajuda a entender o que esse amor quer dizer na prática: ajudar quem passa necessidade, não roubar nem mentir, pagar corretamente quem trabalha, agir com justiça, não espalhar fofocas e não buscar vingança (Levítico 19:9-18). Amar não é só sentir algo bom por alguém. É escolher agir pro bem dessa pessoa.
Isso não quer dizer fazer tudo o que os outros querem. O mesmo texto que proíbe guardar ódio também fala em conversar com a pessoa quando há um problema. Às vezes, amar envolve dizer a verdade e tentar resolver um conflito, em vez de alimentar ressentimento.
E quem é esse “próximo”? Jesus respondeu a essa dúvida contando a história de um homem ferido que recebeu ajuda de um samaritano, alguém que muitos ouvintes de Jesus não esperariam ver como exemplo. O samaritano não passou adiante: cuidou do homem, embora ele fosse um desconhecido (Lucas 10:25-37). Assim, o mandamento não se limita à família, aos amigos ou a quem pensa como nós. Até mesmo diante de quem nos trata mal, Jesus nos chama a agir com amor, sem devolver o mal recebido (Mateus 5:43-48).
Amar o próximo como a si mesmo, portanto, é perguntar: “Se eu estivesse no lugar dessa pessoa, como precisaria ser tratado?” E então fazer o bem que estiver ao nosso alcance. Isso pode aparecer em atitudes simples, como ouvir com atenção, falar com honestidade, ajudar numa necessidade concreta ou perdoar em vez de procurar vingança. Para o cristão, também inclui falar de Jesus com respeito e amor, porque deseja que outras pessoas conheçam a esperança que encontrou nele.