Significa amar a Deus com a vida inteira, não apenas com um sentimento ou em alguns momentos do dia. Jesus chamou esse de o maior mandamento (Marcos 12:29-30). Ele estava lembrando uma ordem que Deus já tinha dado a Israel: o povo devia amar o Senhor acima de tudo (Deuteronômio 6:4-5).
Quando Jesus fala em coração, alma, mente e força, ele não está nos entregando uma lista de quatro tarefas separadas. Ele está mostrando que nenhuma parte de nós deve ficar de fora. Amar a Deus envolve nossos desejos e escolhas, o que pensamos, quem somos e o que fazemos com nossas forças e recursos.
Isso aparece nas coisas comuns da vida. É querer conhecer a Deus, levar a sério o que ele diz e procurar agradá-lo nas decisões de cada dia. É obedecer mesmo quando seria mais fácil fazer outra coisa. E é confiar nele também nos dias difíceis, quando não sentimos o mesmo entusiasmo de antes. Jesus ligou o amor por ele à obediência (João 14:15). Não porque obedecer faça Deus nos amar, mas porque o amor verdadeiro muda a maneira como vivemos.
A palavra “todo” também precisa ser levada a sério. O mandamento não pede que Deus seja apenas uma das coisas importantes pra nós. Ele deve vir em primeiro lugar. Ao mesmo tempo, ninguém consegue dizer honestamente que nunca amou outra coisa mais do que a Deus, nem por um instante. Por isso, esse mandamento também nos ajuda a reconhecer nosso pecado e nossa necessidade de Jesus. Não conquistamos a salvação por amar perfeitamente; somos salvos pela graça de Deus, por meio da fé em Cristo (Efésios 2:8-9).
Então, como esse amor cresce? Primeiro, lembrando que Deus nos amou antes de nós o amarmos (1 João 4:19). Conhecemos esse amor ao entender quem Jesus é e o que ele fez por nós. Quando lemos a Bíblia, oramos e procuramos obedecer, não estamos tentando comprar o amor de Deus. Estamos conhecendo melhor aquele que nos amou e aprendendo a responder a ele. O Espírito Santo produz esse amor em nós e nos ajuda a viver de um modo que agrade a Deus (Gálatas 5:22-23).
Amar a Deus com tudo o que somos, portanto, não é sentir uma emoção intensa a cada segundo, nem fingir que já alcançamos a perfeição. É reconhecê-lo como Senhor de toda a nossa vida, voltar a ele quando falhamos e, com a ajuda dele, aprender a amá-lo cada vez mais.