Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Amar a Deus é um sentimento ou uma decisão?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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É mais do que uma coisa ou outra. Amar a Deus envolve o que sentimos, mas não depende de sentir entusiasmo o tempo todo. Também envolve decisões, mas não se resume a cumprir uma obrigação sem afeto. É uma resposta a quem Deus é e ao amor que ele nos mostrou.

Jesus disse que amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todas as forças e de todo o entendimento é o maior mandamento (Marcos 12:29-30). Isso mostra que esse amor diz respeito à pessoa inteira. Podemos sentir alegria e gratidão por Deus, pensar no que ele nos ensina e escolher viver de acordo com a vontade dele. Uma coisa não precisa excluir a outra.

Pense num dia difícil, em que você ora, mas não sente nada de especial. Isso não significa, por si só, que deixou de amar a Deus. Você pode continuar falando com ele com sinceridade, lembrando o que ele fez e procurando obedecer-lhe. Jesus ligou o amor por ele à obediência aos seus mandamentos (João 14:15). Essa obediência não compra o amor de Deus; ela é uma maneira de responder a ele.

Mas também não precisamos fingir que os sentimentos não importam. Os salmos mostram pessoas que se alegravam em Deus e, em outros momentos, choravam e perguntavam por que ele parecia distante. Elas levavam tudo isso a ele. Amar a Deus não exige esconder a tristeza ou a dúvida, nem produzir uma emoção por esforço próprio.

Por onde, então, esse amor começa? A Bíblia diz que amamos porque Deus nos amou primeiro (1 João 4:19). Seu amor se tornou especialmente claro em Jesus Cristo (Romanos 5:8). Ao conhecermos melhor a Deus e confiarmos nele, o Espírito Santo trabalha em nós e produz amor como fruto da sua ação (Gálatas 5:22). Por isso, não se trata apenas de decidir com mais força que vamos sentir alguma coisa.

Podemos, sim, decidir dar atenção a Deus: ouvir sua Palavra, orar com honestidade, abandonar o que sabemos que é errado e procurar fazer sua vontade. Essas escolhas não garantem que sentiremos alegria imediatamente. Mas são maneiras reais de cultivar nosso relacionamento com ele, inclusive quando nossos sentimentos estão confusos.

Então, amar a Deus não é esperar por uma emoção para só depois buscá-lo, nem obedecer friamente enquanto o coração permanece distante. É responder ao amor dele com confiança, escolhas e, à medida que o conhecemos, com um afeto que também pode crescer.